quarta-feira, 1 de outubro de 2014

INFORMAÇÕES SOBRE A PARTICIPAÇÃO NA IX JORNADA NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA DA LÍNGUA PORTUGUESA


Brasil, 5 de novembro de 2014
INSTRUÇÕES PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
IX JORNADA NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA
DA LÍNGUA PORTUGUESA

DIA 05/11/2014 
LOCAL: FACULDADES INTEGRADAS CAMPO-GRANDENSES
8h às 12h
Participem!

VALOR DA INSCRIÇÃO (Com apresentação de trabalho): R$ 80,00
(Sem apresentação de trabalho): R$ 20,00
TODOS OS INSCRITOS DEVERÃO PORTAR O COMPROVANTE DE PAGAMENTO REFERENTE À SUA MODALIDADE DE PARTICIPAÇÃO
ABAIXO DISPONIBILIZAMOS O MODELO DA FICHA QUE DEVERÁ SER PREENCHIDA ON LINE NA PÁGINA:

MODELO - MERAMENTE ILUSTRATIVO (ACESSE O LINK PARA FAZER A INSCRIÇÃO NO SITE)

Nome Completo:
Coautores/Orientador:
Endereço:
Bairro:
Cidade:
Estado:CEP:
Telefone (s):
E-mail:
Instituição de Origem:
 
Em caso de "Outra Instituição", favor informar o nome com a sigla:
Situação Acadêmica:Qual a modalidade do trabalho?
Local em que participará:
  
Qual é o título do seu trabalho? 


Cole ou escreva o resumo aqui, contendo de 100 a 300 palavras.

Caso for apresentar mais de um trabalho, favor preencher um formulário para cada um.

Usará data-show:  sim  não

Favor informar, uma hora antes, à Comissão Organizadora do Evento,  o equipamento que for utilizar na apresentação.
Paguei (ou pagarei) por esta inscrição: 

INSCRIÇÃO
 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

IX JORNADA NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA DA LÍNGUA PORTUGUESA - CEFIFIL

IX JORNADA NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA
DA LÍNGUA PORTUGUESA -


REALIZAÇÃO: CEFIFIL
INSTITUIÇÃO PARCEIRA: FEUC/FIC

COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS
NÚCLEO DE ESTUDOS DA LINGUAGEM POETA PRIMITIVO PAES

Dando cumprimento à Lei Nº 11.310, de 12 de junho de 2006, que instituiu o "Dia Nacional da Língua Portuguesa, o Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticoscriou a Jornada Nacional de Linguística e Filologia da Língua Portuguesa, na qual esta será estudada e divulgada em todos os aspectos em que dela se trate linguística e/ou filologicamente em suas diversas especialidades.
Os detalhes de sua extensão serão aprimorados a partir de encontros e convênios com as diversas instituições públicas e particulares que desejarem integrar esta celebração de nosso idioma, entre as quais estará a Universidade Veiga de Almeida, esperando contar com as outras faculdades e institutos de Letras que participaram nos anos anteriores e com todas as outras que tenham interesses semelhantes.
Estamos aguardando a confirmação das instituições que já se mostraram interessadas em participar dessa festa em louvor da língua portuguesa, assim como esperamos a manifestação das que ainda não se decidiram, em todas as Unidades da Federação.
O Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos fará o contato entre as diversas instituições que a ele se unirem e fornecerá os certificados de participação e frequência para todos os que se inscreverem até o dia 02 de novembro, assim como publicará o livro de resumos e os textos completos em DVD e na Internet.
O endereço eletrônico para contato será eventos@filologia.org.br e o telefone será (21) 2569-0276. A Universidade Veiga de Almeida (Rua Ibituruna, 108 - Maracanã - Rio de Janeiro - RJ) será a instituição acadêmica de ensino superior de Letras que servirá de núcleo principal do evento, onde deverão ocorrer minicursos, palestras, conferências, comunicações, painéis e sessão de lançamentos e autógrafos.
A estrutura e demais detalhes do evento serão disponibilizados na página virtual da IX Jornada à proporção que se definirem em cada instituição que a ele aderir.
ATENÇÃO:  Os participantes que não se inscreverem pela página da jornada não receberão o Certificado do CiFEFiL, mas poderão solicitá-lo da instituição em que participarem, através do Coordenador Local, no próprio dia do evento.


ESTRUTURA BÁSICA DO EVENTO
A programação deverá ser adaptada à realidade de cada instituição envolvida no evento, pois a IX Jornada Nacional de Linguística e Filologia da Língua Portuguesa ocorrerá simultaneamente em diversas unidades acadêmicas em todo o Brasil. Deste modo, será bastante produtiva a maior interação possível entre as instituições que atuam em regiões próximas, de maneira que os palestristas e conferencistas priorizem a apresentação fora de seu local de trabalho docente.
Caso pretenda apresentar trabalho, envie sua proposta (palestra, conferência, minicurso, comunicação, lançamento de livro etc.), com um resumo de 100 a 300 palavras, em anexo de e-mail, para eventos@filologia.org.br logo que puder. E, se a sua instituição ainda não tiver aderido ao evento, entre em contato conosco para que possamos facilitar isto para vocês. 




1.      
Os resumos devem ter de 100 a 300 palavras, precedidos dos títulos.

2.     
Para ver as instruções específicas relativas à preparação dos pôsteres CLIQUE AQUI.

3.    
Os trabalhos completos devem seguir estas normas:

a.      Os originais devem ser digitados em Word para Windows;
b.     Configuração da página: A-5 (148 X 210 mm) e margens de 25 mm em todos os lados;
c.      Fonte Times New Roman, tamanho 10 para o texto e tamanho 8 para citações e notas;
d.     Parágrafo com alinhamento justificado e com espaçamento simples;
e.      Recuo de 10 mm para a primeira linha dos parágrafos;
f.       Mínimo de 06 e máximo de 12 páginas (com tolerâncias mínimasdesde que suficientemente justificadas)
g.     As referências bibliográficas devem ser incluídas no corpo o texto, de forma reduzida, indicando o nome do autorano da publicação e páginacomo porexemplo (BECHARA, 2001, p. 387)
h.     As demais notas devem ser resumidas e editadas como notas de rodapé;
i.       A bibliografia deve ser colocada ao final do texto, seguindo as normas da ABNT.
j.       Quando indispensável usar figuras ou fontes especiais, indicar o programa em que a figuras foram geradas e enviar o arquivo de fontes para ser instaladas em nosso computador.

4.          
Os trabalhos completos devem ser enviados para eventos@filologia.org.br ou entregues à Coordenação do Congresso, em CD-RW, no dia da apresentação do trabalho, com identificação externa.
5.         
Todas as situações excepcionais deverão ser estabelecidas em acordo com o Coordenador, pessoalmente, ou por telefone.



NORMAS PARA ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE PÔSTER

NA SESSÃO DE PAINÉIS




Normas gerais
1) 
pôster deve ser confeccionado apenas depois que o trabalho obtiver a resposta de aceitação pela Coordenação do Congresso.
2) 
Tamanho do pôsterLargura: de 70cm (no máximo); Altura: de 1,20m (no máximo).
3) 
autor deverá fixar o pôster antes do início da sessãoque começará às doze horas.

Atenção

5) 
No mínimo um dos autores do trabalho deverá permanecer junto ao pôsterdurante todo o tempo da Sessãopara responder as questões dos interessados. Portanto, se o mesmo autor inscrever dois trabalhos, terá de apresentar um em cada dia.
6) 
No final da Sessão será entregue no local de cada pôster o atestado de apresentação do trabalho ao autor / apresentador.
7)
 É obrigatório que o título do trabalho no pôster seja o mesmo do título do resumo enviado à Coordenação do Congresso.
8) 
É proibida a apresentação:
a) por terceiros (não autores), oral ou por equipamentos eletrônicos;
b) de trabalhos impressos em folhas soltassem características de um pôster;
c) com retroprojetor, computadormicrofone e outros equipamentos;
d) com aparelhos e instrumentos sonoros que interfiram na comunicação dos autores da sessão.

Sobre o pôster

9) 
No pôster deve constartítulo do trabalhonome(s) do(s) autor(es) e do orientadordepartamento / instituição do(s) autor(es), cidade / estado e os dados da pesquisa;identificartrabalho de IC e agência de fomento, se for o caso.
10) 
Usar fonte (letrassimples e com tamanho que permita a leitura rápida e a dois metros de distância.
11) 
Utilizar o mínimo de texto e o máximo de figurasfotostabelasgráficos e esquemas possíveis.
12) 
Organizar as informações de modo que as idéias centrais do trabalho sejam facilmente apreendidas e utilizar todos os recursos disponíveis para o pôster despertar o interesse do público.
13) 
Para cada trabalho estará reservado no dia de sua apresentaçãoum painel para fixação.
14) 
Todos os painéis terão um "ganchopara pendurar o pôster com cordão.
Seguiremos, em princípio, as normas da SBPC, cujos modelos podem ser vistos abaixo:

ENADE - QUESTÃO 21 - Conteúdo avaliado: Ensino da redação ontem e hoje * Autora: Marisa Magnus Smith

QUESTÃO 21

Desde o final da década de 1970, começou um forte questionamento sobre a validade do ensino 
da redação como um mero exercício escolar, cujos objetivos principais seriam observar e apontar, 
através de uma correção quase estritamente gramatical, os “erros” cometidos pelos alunos. (...) Os 
alunos exercitariam uma forma escrita que raramente dialoga com outros textos e com vários leitores.
BUNZEN, C. Da era da composição à era dos gêneros: reflexões sobre o ensino de 
produção de texto no ensino médio.I In BUNZEN, C., MENDONÇA, M. (Orgs.). Português 
no ensino médio e a formação do professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. p. 147.
Considerando o texto acima e a prática de redação em ambiente escolar, assinale a opção correta.
A. A moderna pedagogia linguística recomenda a prática da redação como estratégia de avaliação.
B. A redação escolar tem mantido identidade com outros gêneros textuais divulgados na escola.
C. É salutar que a produção de textos na escola abranja outras esferas da comunicação humana.
D. Nas produções de textos escolares, a função referencial da linguagem deve sempre ser 
priorizada como propósito comunicativo.
E. A redação escolar deve ser um exercício de escrita direcionado ao professor leitor.


* Gabarito: C
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta
* Conteúdo avaliado: Ensino da redação ontem e hoje
* Autora: Marisa Magnus Smith 
Comentário:
O tema abordado nesta questão é indispensável em um exame para futuros professores 
de Letras. Há décadas, já, entende-se que o exercício da escrita – ao lado das demais atividades 
comunicativas básica: ler, ouvir, falar – deve ser o fundamento de toda pedagogia relacionada ao 
ensino de línguas. Além disso, o tratamento dado pelo professor aos textos dos alunos também é de 
suma importância e traz para o estudante, em sua relação com a escrita, repercussões cognitivas, 
afetivas, sociais e culturais, entre outras.
O texto-base da questão refere-se exatamente a este tratamento, lembrando que até os últimos 
anos da década 1970 o texto elaborado em aula era considerado sobretudo como exercício escolar, 
ao qual se aplicava uma correção gramatical, privilegiando o modelo formal e desconsiderando-se as 
múltiplas variações que a língua em uso possibilita produzir.

Trata-se de um texto, como se disse, que se relaciona a um momento específico do passado.
Quanto ao enunciado, esse associa o texto que o precede à “prática de redação em ambiente 
escolar”, sem elucidar em que condições ela deve ser considerada. Até aí, portanto, o estudante 
conta com as informações do texto-base e com um problema que ele não identifica exatamente qual 
é – o que contraria uma regra básica na elaboração de itens objetivos de avaliação que já MARELIM 
VIANNA, em 1976, postulava: o enunciado deve conter todas as informações necessárias para a 
resolução do problema. 
Essas informações somente serão elucidadas nas alternativas, como se observa na análise a seguir:
A) Esta alternativa será descartada como incorreta SE o estudante perceber, nas entrelinhas 
do texto-base, uma crítica ao modelo de ensino vigente até o final da década de 1970, com base 
em seu conhecimento de mundo e nas modernas teorias de ensino de redação que viu no curso de 
letras e SE atentar para as marcas discursivas do texto, tais como “mero exercício escolar”, “correção 
estritamente gramatical”, “’erros´ cometidos pelos alunos”. Feito isso, ele perceberá a contradição 
entre “moderna pedagogia linguística” (ou seja, distante daquela de 1970) e “redação como estratégia 
de avaliação” (a praticada em 1970).
B) Nesta afirmativa, encontramos problemas, decorrentes das expressões “tem mantido”, 
“identidade” e “gêneros textuais divulgados na escola”. A primeira não delimita um período de tempo, 
podendo se estender à década de 1970 ou não. A segunda é ambígua: o que significa “manter a 
identidade”? Já a terceira permite várias leituras: refere-se a gêneros variados, que são adequadamente 
explorados no âmbito da escola, aí incluídas as aulas de redação? Neste caso, “manter a identidade” 
pode expressar a ideia de que a redação escolar venha sendo praticada a partir da leitura de vários 
gêneros! Mas também poderia se tratar de “gêneros escolares”, tantas vezes criticados por serem 
apenas escritos na/para a escola, e não servirem para a vida... Complicado, portanto, decidir pelo 
acerto ou erro da afirmativa.
C) Esta parece ser a mais adequada, porque permite entender “outras esferas da comunicação 
humana” como espaços de circulação de textos de diferentes gêneros.
D) A palavra “sempre” – que contraria básicas orientações para elaboração de questões objetivas 
– já sinaliza que a afirmativa está equivocada. O que se questiona, aqui, é a pertinência de incluir o 
conteúdo “função referencial da linguagem” – um tanto incompatível com o contexto da questão, já que 
não se relaciona com o texto, tampouco com o enunciado e, muito menos, com as alternativas.

E) Quanto a esta afirmativa, concordamos com a ideia de que a redação escolar deva ser 
um exercício de escrita (não um “exercício escolar”) e que, como todo texto, deve ter em mente um 
leitor – real ou presumido. O “professor leitor” será o primeiro e imediato leitor – mesmo que o texto 
elaborado em aula simule ter outro objetivo ou função, como um artigo para jornal, uma resenha, 
um texto publicitário, por exemplo. Portanto, entendemos que a afirmativa de (E) não pode ser 
considerada como inteiramente errada.
Em conclusão, retoma-se a ideia primeira: o tema é fundamental para o Exame; a abordagem, 
porém, deixa a desejar.

Referência:

VIANNA, H. Marelim. Testes em educação. São Paulo: IBRASA; Rio de Janeiro: FENAME, 1976.

ENADE - QUESTÃO 20 -Conteúdo avaliado: Sintaxe de concordância; concordância ideológica (sínese/silepse). * Autores: Antônio Dalpicol e Gilberto Scarton

QUESTÃO 20
De ordinário, quando se diz que certo termo deve concordar com outro, tem-se em vista a
forma gramatical do termo de referência. Dúzia, povo, embora exprimam pluralidade e multidão de
seres, consideram-se, por causa da forma, como nomes no singular. Há, contudo, condições em
que se despreza o critério da forma e, atendendo apenas à ideia representada pela palavra, se faz a
concordância com aquilo que se tem em mente. Consiste a sínese em fazer a concordância de uma
palavra não diretamente com outra palavra, mas com a ideia que esta última sugere.

SAID ALI, M. Gramática histórica da língua portuguesa. 7. ed. Rio de Janeiro:
Melhoramentos, 1971(com adaptações).

A definição extraída de Said Ali, reproduzida acima, apresenta uma figura de sintaxe, a sínese,
identificada, na maioria das vezes, em variantes mais populares da língua. Assinale a opção que
apresenta um exemplo desse tipo de fenômeno sintático.
A. A maioria dos porcos ainda estava sendo recolhidos naquela hora.
B. Ao pobre homem mesquinho, basta-lhe um burrico e uma cangalha.
C. Chegaram o pai, a irmã e o cunhado com uma pressa que assustava.
D. Pretendia implantar um monopólio exclusivo de café e tabaco na região.
E. No fundo, a multidão se consolava. Para isso, pensavam em nós mesmos.
* Gabarito: E
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta
* Conteúdo avaliado: Sintaxe de concordância; concordância ideológica (sínese/silepse).
* Autores: Antônio Dalpicol e Gilberto Scarton

Comentário:
Há três tipos de concordância facilmente distinguíveis em língua portuguesa: concordância gramatical
ou lógica; concordância por atração ou influência; e concordância ideológica (silepse ou sínese).
A concordância gramatical ou lógica é aquela que se estabelece entre o verbo e a forma do(s)
núcleo(s) do sujeito (concordância verbal); e entre o substantivo e seus determinantes (concordância
nominal). É o tipo de concordância que segue a regra geral: na verbal, o verbo concorda com o
sujeito em número e pessoa; na nominal, os modificadores/determinantes (artigo, numeral, adjetivo,
pronome) concordam com o substantivo em gênero e número.
Exemplos:
1. Verbal – A apreensão e o pânico apertaram-lhe a garganta.
O verbo “apertaram” concorda com o sujeito composto “a apreensão e o pânico” em
número e pessoa.
2. Nominal – Usava barba e cabelo compridos.
O adjetivo “compridos” concorda com os substantivos “barba e cabelo”. Note-se que, havendo
substantivos de gêneros diferentes, a concordância se faz no masculino plural.
A concordância por atração ou influência é a que se estabelece com apenas um núcleo de
um sujeito composto ou com outro elemento que não seja o núcleo (na concordância verbal); ou com
apenas um núcleo do substantivo composto (na concordância nominal).

Exemplos:
1. Verbal – Apertou-lhe a garganta a apreensão e o pânico.
– O verbo “apertou” está no singular por concordar com o termo mais próximo do sujeito
composto, “a apreensão”.
2. Nominal – Usava barba e cabelo comprido.
– O adjetivo “comprido” está no singular (masculino) por concordar com o termo mais
próximo, “cabelo”.
A concordância ideológica (sínese ou silepse) é a concordância que se dá com a ideia que a
palavra nuclear sugere, e não com a forma gramatical desta.
A sínese, referida na questão em comento, mais comumente denominada de silepse, atém-se
mais ao sentido do que ao rigor gramatical; é, portanto, uma construção sintática em que se privilegia
o sentido em detrimento da forma. Apresenta-se através de três estruturas:
Silepse de número – Aquela gente gritava transtornada. Pareciam enfurecidos por algo que
não podiam determinar.
– O sujeito “aquela gente” está na forma singular, mas transmite uma “ideia” plural (coletiva); por
isso, na sequência, há uma concordância plural – “pareciam enfurecidos ... podiam”.
Silepse de gênero – Sua Senhoria era empreendedor e amigo de todos.
– O pronome de tratamento “Sua Senhoria” apresenta forma gramatical feminina, no entanto
concorda no masculino “empreendedor/amigo” por se referir a um elemento masculino.
Silepse de pessoa – Os professores de Letras da PUCRS sempre respeitamos os acordos
ortográficos.
– Numa relação lógica, o sujeito “os professores” concordaria com o verbo na terceira pessoa
do plural, “respeitam”; no exemplo, porém, o verbo está na primeira pessoa do plural, “respeitamos”.
Isso acontece pelo fato de o enunciador se incluir na ação, o que indica que ele também é professor
de Letras da PUCRS.
Com base no exposto, analisam-se as alternativas de resposta para a questão 20:
A) Concordância gramatical ou lógica: o verbo “estava” concorda com o núcleo do sujeito
“maioria”. O particípio “recolhidos”, por sua vez, concorda, por influência da forma plural, com o
adjunto do sujeito “porcos”.
B) Concordância por atração: na oração “basta-lhe um burrico e uma cangalha”, o verbo
“basta” concorda com “um burrico”, por ser o termo mais próximo.
C) Concordância gramatical ou lógica: o verbo está no plural – “chegaram” –, concordando
com o sujeito composto “o pai, a irmã e o cunhado”.
D) Concordância gramatical ou lógica: o substantivo “monopólio”, masculino/singular,
apresenta os determinantes “um/exclusivo” também no mesmo gênero e no mesmo número.
E) Concordância ideológica/sínese/silepse: o sujeito “a multidão” apresenta forma singular;
no entanto, transmite uma ideia plural/coletiva. Assim, na sequência, temos o verbo no plural –
“pensavam”. Esta é, portanto, a concordância solicitada no enunciado da questão.

Referência:
LIMA, Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. 30. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.

ENADE - QUESTÃO 19 - onteúdos avaliados: Norma padrão; vícios de linguagem; pleonasmo; uso do gerúndio * Autora: Marisa Magnus Smith

QUESTÃO 19
No meio do meu descanso, toca o telefone: “Boa tarde, senhor. Aqui é da Mega Plus
International, que, por sua boa relação como cliente, vai estar disponibilizando, totalmente grátis,
sem nenhum custo adicional, o Ultra Mega Plus Card, com todas as vantagens do programa especial
Mega Plus Services. Vai estar também oferecendo...” Pronto, já me perdi no gerúndio desnecessário
dela. Respondo: “Obrigado pela oferta, mas não vou estar querendo, já tenho outro” “Mas, senhor...”,
insiste a atendente, “que vantagens o seu cartão já oferece?” Respondo: “Não oferece vantagem
nenhuma, mas o que rola entre a gente é uma relação sem interesse, é só amor mesmo...sabe
aquele não querer mais que bem querer de Camões. A atendente de telemarketing se despede, mas
não sem antes rir do outro lado da linha.
Disponível em: . Acesso em: 03 ago. 2011( com adaptações).
Em casos como o do texto acima, o uso do gerúndio constitui mais o que a descrição tradicional
chamaria de vício de linguagem do que propriamente uso incorreto do ponto de vista da norma padrão.
Dessa forma, esse uso fere mais aspectos estilísticos que estruturais da norma. Nessa perspectiva,
assinale a opção em que o enunciado apresenta o mesmo tipo de inadequação linguística.
A. O Mário, ele vive dizendo que não gosta de ir ao cinema.
B. Você sabe que tenho ainda todas as tuas anotações do caso.
C. Eu, naquele momento de susto, se senti confuso e atordoado.
D. Pediu para que seje visto o caso com maior atenção possível.
E. A vítima do estrupo deu queixas na delegacia de sua cidade.

* Gabarito: A
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta
* Conteúdos avaliados: Norma padrão; vícios de linguagem; pleonasmo; uso do gerúndio
* Autora: Marisa Magnus Smith



ENADE - QUESTÃO 18 - Conteúdo avaliado: A leitura da literatura. * Autora: Maria Tereza Amodeo

QUESTÃO 18
Texto I
[...] na leitura — e essa é a primeira reflexão que quero fazer — de qualquer obra literária, de
qualquer texto que tenha por base a intensificação de valores — daquilo que chamamos de
uma ou outra maneira aproximada de valores literários —, existe sempre, como dizia o grande
crítico canadense recentemente falecido, Northrop Frye, a necessidade de conhecimento
de duas linguagens. Segundo ele, na leitura de qualquer poema, “é preciso conhecer duas
linguagens: a língua em que o poeta está escrevendo e a linguagem da própria poesia”.
[...] a literatura nunca é apenas literatura; o que lemos como literatura é sempre mais — é
História, Psicologia, Sociologia. Há sempre mais que literatura na literatura. No entanto,
esses elementos ou níveis de representação da realidade são dados na literatura pela
literatura, pela eficácia da linguagem literária.
Texto II
Fatores linguísticos, culturais, ideológicos, por exemplo, contribuem para modular a relação
do leitor com o texto, num arco extenso que pode ir desde a rejeição ou incompreensão mais absoluta
até a adesão incondicional. Também conta a familiaridade que o leitor tem com o gênero literário,
que igualmente pode regular o grau de exigência e de ingenuidade, de afastamento ou aproximação.
Considerando os textos acima, é correto afirmar que os professores:

A. devem privilegiar, no ensino médio, o estudo de obras da literatura brasileira e portuguesa, a
fim de preparar os alunos para o ingresso profissional na universidade.
B. devem adotar, no ensino médio, metodologias que privilegiam a história da literatura, porque
elas incorporam contextos socioculturais que favorecem a compreensão da linguagem literária.
C. devem privilegiar o estudo de obras que se ajustam às necessidades programáticas tanto da
Língua Portuguesa quanto das demais disciplinas da estrutura curricular, enfatizando a função
didático-pedagógica da literatura e de outros códigos e linguagens.
D. devem buscar a adequação de obras literárias a serem lidas, tomando como referência a idade
dos alunos, a motivação e, ainda, o conteúdo programático a ser ministrado, favorecendo a
interação entre língua e literatura.
E. devem adotar metodologias que privilegiam o contato direto com o texto literário e reflexões
acerca das relações que o texto estabelece com outras áreas do conhecimento e com outros
códigos e linguagens.

* Gabarito: E
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta.
* Conteúdo avaliado: A leitura da literatura.
* Autora: Maria Tereza Amodeo
Comentário:
As alternativas incorretas são A, B, C e D, pelas razões que seguem:
1. Apresenta referências ao ensino médio, às literaturas brasileira e portuguesa
e à vinculação da leitura da literatura ao ingresso da universidade – ideias não
mencionadas, nem mesmo sugeridas nos textos I e II.
2. Do mesmo modo, esta alternativa faz referência ao ensino médio. Além disso,
nenhuma das citações vincula metodologia de ensino à história da literatura, por
incorporarem contextos culturais – que não têm necessariamente a função de
favorecer a compreensão da linguagem literária.
3. Apesar de o Texto I ressaltar o caráter interdisciplinar da literatura, não há qualquer
reflexão acerca da vinculação entre estudo de obras literárias e programas de ensino
das diferentes disciplinas, muito menos em relação ao caráter didático-pedagógico da
literatura, o que se contrapõe à sua especificidade, já que se trata de arte.
4. Embora as considerações presentes na alternativa D possam ser relevantes no que diz
respeito à metodologia de ensino da literatura – a relação entre idade dos estudantes,
programas e obras literárias –, os textos apresentados não fazem menção a essa questão.
Analisando a alternativa correta (E), observa-se que a ideia de que as metodologias de ensino
devam privilegiar o contato com os textos literários, propriamente ditos, encontra ressonância na
reflexão do texto I, de que é por meio da “leitura” que se toma conhecimento do literário, daquela
realidade que o texto constrói. Além disso, esta alternativa retoma a proposição do texto I, de que
“a literatura é sempre mais” que ela mesma, estabelecendo, assim, “relações com outras áreas do
conhecimento e com outros códigos e linguagens – ideia também sugerida no texto II, que relaciona
o texto literário a “fatores linguísticos, culturais, ideológicos”.