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quarta-feira, 25 de março de 2015

Seis poemas de Herberto Helder


Seis poemas de Herberto Helder

O coordenador editorial da Assírio & Alvim, Vasco David', e os críticos do PÚBLICO António Guerreiro e Hugo Pinto Santos escolheram seis poemas de Herberto Helder. A edição utilizada foi, em todos os casos, a compilação Poemas Completos (Porto Editora, 2014).



AOS AMIGOS

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
— Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.
de Lugar (Escolha de Vasco David’)



alguém salgado porventura
te
toca
entre as omoplatas,
alguém algures sopra quente nos ouvidos,
e te apressa, enquanto corres
algumas braças acima
do chão fluido, leva-te a luz e subleva,
tão aturdidos dedos e sopros,
até ao recôndito,
alguma vez te tocaram nas têmporas e nos testículos, alto,
baixo,
com mais mão de sangue e abrasadura,
e te cruzaram nesse furor,
e criaram, com bafo
ardido, ásperos sais nos dedos, e te levaram,
a luz corrente lavrando o mundo,
cerrado e duro e doloroso, acaso
sabias
a que domínios e plenitudes idiomáticas
de íngremes ritmos, que buraco negro,
na labareda radioactiva,
bic cristal preta onde atrás raia às vezes
um pouco de urânio escrito
de A Faca não Corta o Fogo (Escolha de Vasco David’)

BICICLETA

Lá vai a bicicleta do poeta em direcção
ao símbolo, por um dia de verão
exemplar. De pulmões às costas e bico
no ar, o poeta pernalta dá à pata
nos pedais. Uma grande memória, os sinais
dos dias sobrenaturais e a história
secreta da bicicleta. O símbolo é simples.
Os êmbolos do coração ao ritmo dos pedais —
lá vai o poeta em direcção aos seus
sinais. Dá à pata
como os outros animais.
O sol é branco, as flores legítimas, o amor
confuso. A vida é para sempre tenebrosa.
Entre as rimas e o suor, aparece e des
aparece uma rosa. No dia de verão,
violenta, a fantasia esquece. Entre
o nascimento e a morte, o movimento da rosa floresce
sabiamente. E a bicicleta ultrapassa
o milagre. O poeta aperta o volante e derrapa
no instante da graça.
De pulmões às costas, a vida é para sempre
tenebrosa. A pata do poeta
mal ousa agora pedalar. No meio do ar
distrai-se a flor perdida. A vida é curta.
Puta de vida subdesenvolvida.
O bico do poeta corre os pontos cardeais.
O sol é branco, o campo plano, a morte
certa. Não há sombra de sinais.
E o poeta dá à pata como os outros animais.
Se a noite cai agora sobre a rosa passada,
e o dia de verão se recolhe
ao seu nada, e a única direcção é a própria noite
achada? De pulmões às costas, a vida
é tenebrosa. Morte é transfiguração,
pela imagem de uma rosa. E o poeta pernalta
de rosa interior dá à pata nos pedais
da confusão do amor.
Pela noite secreta dos caminhos iguais,
o poeta dá à pata como os outros animais.
Se o sul é para trás e o norte é para o lado,
é para sempre a morte.
Agarrado ao volante e pulmões às costas
como um pneu furado,
o poeta pedala o coração transfigurado.
Na memória mais antiga a direcção da morte
é a mesma do amor. E o poeta,
afinal mais mortal do que os outros animais,
dá à pata nos pedais para um verão interior.
de Cinco Canções Lunares (Escolha de Hugo Pinto Santos)


que eu aprenda tudo desde a morte,
mas não me chamem por um nome nem pelo uso das coisas,
colher, roupa, caneta,
roupa intensa com a respiração dentro dela,
e a tua mão sangra na minha,
brilha inteira se um pouco da minha mão sangra e brilha,
no toque entre os olhos,
na boca,
na rescrita de cada coisa já escrita nas entrelinhas das coisas,
fiat cantus! e faça-se o canto esdrúxulo que regula a terra,
o canto comum-de-dois,
o inexaurível,
o quanto se trabalha para que a noite apareça,
e à noite se vê a luz que desaparece na mesa,
chama-me pelo teu nome, troca-me,
toca-me
na boca sem idioma,
já te não chamaste nunca,
já estás pronta,
já és toda
de A Faca não Corta o Fogo (Escolha de Hugo Pinto Santos)


li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objectos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
¿e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável,
apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse a 
paixão e eu me perdesse nela,
a paixão grega
de A Faca não Corta o Fogo (Escolha de António Guerreiro)

cheirava mal, a morto, até me purificarem pelo fogo,
e alguém pegou nas cinzas e deitou-as na retrete e puxou o autoclismo,
requiescat in pace,
e eu não descanso em paz nas retretes terrestres,
a água puxaram-na talvez para inspirar o epitáfio,
como quem diz:
aqui vai mais um poeta antigo, já defunto, é certo, mas em vernáculo
e tudo,
que Deus, ou o equívoco dos peixes, ou a ressaca,
o receba como ambrosia sutilíssima nas profundas dos esgotos,
merda perpétua,
e fique enfim liberto do peso e agrura do seu nome:
vita nuova para este rouxinol dos desvãos do mundo,
passarão a quem aos poucos foi falhando o sopro
até a noite desfazer o canto,
errático canto e errado no coração da garganta,
canto que o traspassava pela metade das músicas
— e ao toque no autoclismo ascendia a golfada de merda enquanto as turvas águas últimas
se misturavam com as águas primeiras
de Servidões (Escolha de António Guerreiro)

quarta-feira, 18 de março de 2015

Silviano Santiago: 'A literatura brasileira precisa superar o paradigma da formação e entrar no da inserção'

Ewerton Martins Ribeiro/UFMG
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Silviano Santiago: 'A literatura brasileira precisa superar o paradigma da formação e entrar no da inserção'

terça-feira, 10 de março de 2015, às 6h49
Na tarde desta terça-feira, 10, Silviano Santiago ministrará a aula inaugural do Programa de Pós-graduação em Estudos Literários da Faculdade de Letras. Ainda no Rio de Janeiro, onde reside, o crítico literário conversou com o Portal UFMG sobre o tema da sua comunicação.
Em A literatura brasileira da perspectiva pós-colonial – um depoimento, Silviano vai rastrear os principais pontos da tese que vem formulando desde os anos 1970 sobre a necessidade de se superar o paradigma da “formação”, que pautou a reflexão científica do século 20, para que se desenvolva um novo paradigma, o da “inserção”.
“É preciso pensar profundamente esse campo semântico, que está em aberto, propor outro paradigma. Que precisa ser pensado em literatura, em economia, em política, em sociologia. Neste século 21, precisamos fazer com o conceito de ‘inserção’ o que Antonio Candido fez com o de ‘formação’ no século 20.”

Na entrevista abaixo, o crítico delineia o fio condutor dessa sua tese, tendo em vista a inserção da “linguagem Brasil” no mundo, aborda a crise da Petrobras (como exemplo do paradigma da inserção), a pesquisa acadêmica em literatura e o livro Mil rosas roubadas, seu último romance, que tem Belo Horizonte como lócus dramático.
A aula inaugural do Pós-lit não demanda inscrição e será aberta à comunidade acadêmica. O evento começa às 14h e será realizado no auditório 1007 da Faculdade de Letras.
Confira os principais trechos:
Historiografia da literatura
Começo recuperando a questão da historiografia literária da literatura brasileira, que está parada em 1959. Naquele ano, Antonio Candido publica A formação da literatura brasileira, e Afrânio Coutinho,Introdução à literatura no Brasil. São os dois últimos grandes exemplos. Depois tem o resumo do [Alfredo] Bosi [História concisa da literatura brasileira], mas este eu vou deixar de lado. Há também a História da inteligência brasileira, do Wilson Martins. Mas sobre a história da literatura não há mais referências.
Sobre o adjetivo “brasileira” da literatura
O Afrânio Coutinho fez um jogo esperto. Ele fala de uma literatura “no” Brasil, e não da literatura “do” Brasil. Nesse sentido, interessa-me pensar sobre quando você pode usar o adjetivo “brasileiro” para qualificar a literatura. Por isso, o livro do Candido me interessa mais. É a primeira obra da história da literatura brasileira em que se discute quando se pode usar o adjetivo brasileiro para falar da literatura. Porque a literatura, em si, é tudo, menos brasileira; que se trata de um adjetivo extremamente restritivo.
Teórica e metodologicamente, o Cândido teve uma atitude que, para aquele momento, foi irrepreensível, ao usar o conceito de “formação”: ali, ele teria de trabalhar necessária e obrigatoriamente com o conceito de formação, assim como, depois, todos acabaram tendo de trabalhar.
O conceito de formação
Pensemos no vocábulo e no conceito. Em primeiro lugar, o vocábulo: ele tem um sentido bastante específico. No Brasil, ele trata do momento em que o jovem entra para a universidade e define a sua formação. É praxe: eu lhe pergunto “você é formado em quê?”; você me pergunta em que eu sou formado. Trata-se de uma escolha feita por volta dos 18 anos, mais ou menos no mesmo momento em que se alcança a maioridade. De forma que há uma conjunção de coisas aí, o que, a meu ver, já foi abordado de maneira extraordinária por Joaquim Nabuco em Minha formação, em 1900.
O século 20 vai ser dominado por esse vocábulo.Minha formação, do Joaquim Nabuco, é exatamente isso: “em que momento eu me formei e me tornei o que eu sou?” Então esse é um primeiro sentido de formação. O segundo sentido a que me referi é aquele em que o vocábulo vira um conceito. Em que momento, por exemplo, a literatura se torna “brasileira”? Em que momento, ela se forma, ganha maioridade? Em que momento eu posso usar esse adjetivo sem estar cometendo um equívoco? Essa é a reflexão que faço, num trabalho de desconstrução. Mas é um trabalho lento, não é um negócio feito à la diable [de qualquer jeito]; não é algo contra o Candido.
Paradigma de leitura do século
A ideia de formação é pertinente a todo o século 20 brasileiro. Começa com Minha formação, do Joaquim Nabuco; passa por Caio Prado Jr., com Formação do Brasil contemporâneo; depois vem o Candido, com A formação da literatura brasileira, e a seguir o Celso Furtado, com Formação econômica do Brasil. Por fim, vem o Paulo Arantes, com a formação da filosofia uspiana. É nesse sentido que a ideia de formação passa a ser, em minha opinião, o paradigma de leitura do século 20 brasileiro. Ali, estão os interessados no processo de formação do Brasil. É um campo epistemológico em que todos trabalham.
Tempo de um novo paradigma
Mais que um condutor da reflexão, “formação” é um campo semântico: se quiser falar sobre século 20, seja em qual campo for, você acabará usando esse conceito. A minha tese básica é que devemos sair desse paradigma e entrar no paradigma da “inserção”. É pensar que já estamos adultos, já estamos maiores, e que tudo chegou à sua maioridade. E então começar uma reflexão sobre como você encara essa maioridade.
O paradigma da inserção
Falei sobre a aplicação do uso do adjetivo “brasileiro”. Agora, entrando nesse paradigma do século 21, a questão seria como se dará a inserção dessa “linguagem Brasil” no mundo; a inserção desse adjetivo “brasileiro” no mundo. A ideia de “linguagem Brasil” é do Hélio Oiticica, ele usa no Brasil diarreia.
A perspectiva pós-colonial
Contudo, ao tentar fazer esse salto da formação para a inserção, trombei com um problema muito sério em termos literários. Em virtude da boa metodologia que estabeleceu, Candido foi levado a fazer um corte muito violento na literatura brasileira. Ele dividiu e rejeitou (para usar os conceitos de Foucault) a produção textual em duas partes, sendo uma delas a que seria nobre, literária, sublime e que teria começado em 1868. O que aconteceu então? Houve uma rejeição do Brasil Colônia. Daí a minha ideia de propor uma visão da literatura pós-colonial da literatura brasileira.
Para o recalque passar longe
A primeira frase do primeiro volume do Wilson Martins, por exemplo, é algo assim: “A inteligência brasileira começa no momento em que se fundam colégios jesuítas em 1550”. Ou seja, não se está falando aqui da história da inteligência brasileira: está-se falando na história do transplante da inteligência da Europa para os trópicos. Então é isso que estou discutindo. Cabe pensar no que está sendo recalcado. Wilson recalca o que havia antes, o que está lá atrás. O fato de que existia uma inteligência. Que não era “brasileira”, tudo bem, mas que era alguma coisa. E aí a esperteza do Afrânio Coutinho em dizer “no Brasil”, em vez de “do Brasil”; ele pensa no lugar e pronto.
Candido também recalca o que está lá atrás. Mas ele, com sua metodologia, tem toda a razão de recalcar, claro, porque naquele momento a questão era outra, o paradigma era outro. Agora, contudo, me parece ser o tempo de um novo paradigma. De forma que o meu trabalho é o de desconstrução. Não estou dizendo que eles estavam errados; eles não estavam errados, de forma nenhuma. Mas agora é hora de um novo paradigma.
A encruzilhada da academia
Em certo momento, o conceito de formação foi indispensável, mas chega um momento em que se precisa desconstruir para seguir adiante. Nenhum sistema é autoimune. Então temos de começar a questionar o conceito de formação, desconstruí-lo. A não ser que não se queira seguir adiante: aí é só continuar falando de formação por séculos e séculos.
Isso não significa que o trabalho com formação acabou. Estou dizendo apenas é que a pesquisa em formação esgotou-se. A verdade é que eu já não aguento mais essas teses que não saem do rame-rame da formação. Claro, vai continuar havendo meninos de 18 anos que precisam passar pela perspectiva da formação. Mas é ridículo continuar fazendo manuais para essas pessoas. Os manuais já existem.
Luz sobre o colonialismo
Houve a grande reviravolta a partir dos anos 50 dos países africanos, que aparentemente não tem nada a ver conosco. Mas tem. Surge uma luz sobre a questão do colonialismo, algo que chega até os dias atuais e coloca em xeque a forma como vínhamos analisando as coisas; que nos mostra como escondemos o passado. Daí eu uso, em certo momento, a palavra vírus. Há uma espécie de vírus que contaminou o adjetivo “brasileiro”, fazendo com que, sobre certas coisas, se diga que “isso não nos interessa”. Pois tudo isso nos sugere escrever essa história de outra maneira. De certa forma, minha proposta é essa: trabalhar o modo como a literatura brasileira foi infectada pelo vírus colonial português. Nesse sentido, terei de analisar com muito cuidado os textos anteriores a 1868.
A primeira carta
Eu começo essa minha reflexão em um artigo que publico na revista Barroco, do Affonso Ávila, nos anos 70, que se chama Palavra de Deus. Eu passo a analisar a literatura brasileira a partir de textos, e o primeiro que eu privilegio é a carta de Pero Vaz de Caminha. Mas não à maneira do historiador. Se eu a leio à maneira do historiador, caio num engodo. Eu vou ler através das metáforas de que Caminha se vale. Essas metáforas é que me ajudam a desconstruir o eurocentrismo que impregnou a literatura, a produção literária brasileira, de forma a que ela assuma de vez a sua condição eurocêntrica.
Perspectiva global
No novo paradigma da inserção, a ideia básica é que você tem de passar para um pensamento de tipo cosmopolita. Como é que você insere essa “linguagem Brasil” sobre indianismo no mundo? E a questão negra? A questão diaspórica? Essa é a grande questão do século 21, a questão da diáspora. E não estamos falando “isso é parte da nossa formação”, porque hoje já está claro que “isso é parte da nossa formação”. E ponto. Agora, o que nos interessa é olhar como o jogo acontece.
Mas não é algo simples. Penso que é algo dificílimo de fazer. Estou falando de fazer, com o paradigma da inserção, como Candido fez em determinado momento com o paradigma da formação. Pensar profundamente esse campo semântico da inserção, que está em aberto. E aqui não estou falando especificamente de literatura, claro. Estamos falando no aspecto geral, de outro paradigma, mesmo. Que precisa ser pensado em literatura, em economia, em política, em sociologia. Neste século 21, precisamos fazer com o conceito de "inserção" o que Antonio Candido fez com o conceito de "formação" no século 20 – e maravilhosamente bem.
O paradigma da inserção e a política
Um exemplo claro é o da Petrobras; a maneira equivocada por meio da qual a empresa se inseriu no mundo. Trata-se de um caso exemplar: o Brasil não soube inserir o projeto Petrobras – que é um projeto lindíssimo, maravilhoso, sensacional, de autonomia brasileira – no mundo. Como inseriu? Da pior maneira possível. Quero dizer, o que é esse projeto nacionalista da Petrobras? Faltou um mínimo de reflexão para a sua inserção – raciocínio que também é válido para o próprio processo de inserção do Brasil no Haiti ou na África; a inserção da Petrobras na África é um desastre. É isso que a gente tem de começar a discutir de maneira aberta, em vez de reduzir tudo para um nacionalismo estreito. Porque essas coisas não se dão mais no plano nacional. E não estou dizendo que você tem de vender a Petrobras para a Esso. Mas é preciso se dar conta que, se fizer bobagem, a Esso vai comprar.
As Olimpíadas são outro exemplo. Quer fazer Olimpíadas? Quer fazer Copa do Mundo? Ótimo. São projetos maravilhosos de inserção do Brasil. Mas que esporte brasileiro – e aí de novo volta a questão do adjetivo – você vai apresentar? “Sete a um”? Se você não discute essa questão da inserção de forma ampla, eventos como esse acabam sendo um fracasso.
'Mil rosas roubadas'
Meu interesse básico com esse livro foi o de criar personagens que, por circunstâncias muito pessoais, abandonam a guarida da família, abandonam a proteção da educação na saída da adolescência para viver com certa intensidade as possibilidades culturais de uma cidade. Trata-se de descobrir que a pessoa não se define pela família nem pela escola, mas pela cultura; pela arte. E aí você entra num corpo a corpo com a cidade. Sem o corpo a corpo com a cidade, você é obrigado a voltar à família e à escola. Nesse sentido, eu tentei apresentar a cidade como o lócus dramático do livro; nem a família, nem o colégio, mas, sim, a cidade. Nessa perspectiva, a cidade se agiganta, porque é por meio dela que se estabelecem os relacionamentos de caráteres pessoal, amoroso e profissional. A cidade é o inevitável palco onde esses dramas transcorrem.
Cidade que conforma
O livro tem uma parte descritiva da geometria da cidade, da planta da cidade, que é muito importante. Belo Horizonte é uma cidade preestabelecida, cidade com planta, que segue modelo, que segue linhas retas; eventualmente, círculos. É uma cidade antes de mais nada geométrica. Estamos falando da Belo Horizonte de 1950, uma cidade de 350 mil habitantes conformada pela Avenida do Contorno. Isso me fascinou e me levou a pensar vidas como necessariamente um pouco geométricas, um pouco circulares. Nesse sentido, o próprio movimento dos personagens se dá ou em linha reta ou em círculos.
Perfil
Mineiro de Formiga, Silviano Santiago formou-se na UFMG nos anos 50. Pela Editora UFMG, publicou quatro livros: Jano, Janeiro, que reúne ensaios produzidos na década de 1960 sobre Machado de Assis; A vida como literatura: O Amanuense Belmiro, uma análise da obra-prima de Cyro dos Anjos; Ora (direis) puxar conversa, livro de ensaios sobre Mário de Andrade, Clarice Lispector, entre outros autores; eO cosmopolitismo do pobre, obra sobre globalização, localismo e identidade na cultura brasileira.
A Editora UFMG também lançou Leituras críticas sobre Silviano Santiago, livro organizado por Eneida Leal Cunha que reúne ensaios sobre o intelectual. Em 2001, a Universidade concedeu-lhe a Medalha de Honra UFMG, condecoração para ex-alunos de destaque.
(Ewerton Martins Ribeiro)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A CARTA DO DESCOBRIMENTO: DESCORTINANDO A ARTE E A CULTURA BRASILEIRAS A PARTIR DA CARTA DE CAMINHA - Lybia Oliveira

TEMAS E PROBLEMAS DA CULTURA LITERÁRIA BRASILEIRA


A CARTA DO DESCOBRIMENTO: DESCORTINANDO A ARTE E A CULTURA BRASILEIRAS A PARTIR DA CARTA DE CAMINHA

Lybia Oliveira (PIC/FIC)
Prof. Orientador: Me. Erivelto da Silva Reis
(PIBID/FIC/P.A.A. – NEL – UFRJ – SEEDUC-RJ)


RESUMO: Desde a Carta do Descobrimento escrita por Pero Vaz de Caminha ao Rei de Portugal, quando do descobrimento do Brasil, os temas e os problemas da Cultura e da Literatura Brasileira têm sido vistos, revisitados, debatidos e revistos por inúmeros teóricos. De Cândido a Bosi, de Coutinho a Moisés. Passando por obras como Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda à Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire, é possível considerar-se que poderia ter sido sempre uma de nossas questões fundamentais, enquanto sociedade em desenvolvimento e transformação constantes entendermo-nos como Nação, reconhecermos nossos processos de formação e discutirmos como chegamos ao ponto em que estamos e o que configura nossa Literatura como uma das melhores do mundo; bem como o que tem levado nossas manifestações culturais e artísticas a serem consideradas como relevantes na História da arte ocidental.  Assim, nos parece fundamental uma análise atenta e recontextualizada da Carta de Caminha e a reconfiguração de suas proposições como pertencentes à nossa matriz cultural e literária.  O presente trabalho é o ponto de partida do projeto “Temas e Problemas da Cultura Literária Brasileira”, orientado pelo Professor Mestre Erivelto da Silva Reis, apresentado e desenvolvido pelo Projeto de Iniciação Científica (PIC/FIC), em consonância com as recomendações do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Letras (NDE), através do trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes (NEL-PPP), e da Coordenadoria de Extensão, Pós-Graduação e Pesquisa (CEPOPE) das Faculdades Integradas Campo-grandenses.


Palavras-chave: Carta do Descobrimento, Cultura, Literatura Brasileira.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Vice-coordenadora do Curso de Letras das FIC, Professora Renata Gomes e a Professora das FIC Fabiana Júlio vão apresentar trabalhos na Universidade Rural nos dias 03 e 04 de Novembro

IV COLÓQUIO DIÁLOGOS EM LITERATURAS
DE LÍNGUA INGLESA

Literatura e Outros Meios

03 e 04 de novembro
Salão Azul e Auditório Hilton Salles – Prédio P1
UFRRJ – Campus Seropédica



Programação

IV COLÓQUIO – PROGRAMAÇÃO

03 de novembro (segunda-feira)

14:00
Abertura
- “O olhar forense ou a fala dos mortos”
Karl Erik Schøllhammer (PUC-Rio)

15:00
Mesa 1
- “A trilogia joyciana de Richard Linklater”
Vitor Alevato do Amaral (UFRJ)
- “Literatura e manipulação ideológica em O Inescrito, de Mike Carey e Peter Gross”
Tarso do Amaral (UERJ)
- “As adaptações de Streetcar Named Desire de Tennessee Williams: Do desejo de adaptação até as diferentes leituras e olhares no ensino superior”
Renata Gomes (FEUC)

Mesa 2
- “A Tempestade 2.0: a nova arte de Próspero em Truque de Mestre
Alexander Luz (UFRRJ)
- “Adaptações das obras de Jane Austen: popularização e apropriação da obra”
Julia Romeu (UERJ)
- “Shakespeare no Brasil”
Fernanda Medeiros (UERJ)

16:30
Intervalo

17:00
Mesa 3
- “A nova novela das 8: o diálogo entre literatura e folhetim eletrônico”
Valéria Medeiros (UFT)
- “Literatura e Política: a escrita jornalística de George Orwell”
Antonio Carlos Ribeiro (UFT)
- “LSD and Subversion: The Construction of Narrative Voice in One Flew Over the Cuckoo’s Nest
Mackenzie Muhonen (Fulbright/Capes)

Mesa 4
- “Literatura e Ilustração: projetos desenvolvidos na Editora da Universidade Rural (EDUR) relacionados à ilustração de livro”
Alexandre L. Guedes (UFRRJ)
- “Do Concept ao Lettering: Processos visuais na adaptação literária em quadrinhos e sua origem no Brasil”
Klaus Reis (UFRRJ)
- “Diálogos possíveis entre Materialidade Textual e Estética da Recepção em estudos shakespearianos”
Alexander Martins Vianna (UFRRJ)

18:30
Palestra de Encerramento
- “Configurações Contemporâneas da História Literária”
Heidrun Krieger Olinto (PUC-Rio)

04 de novembro (terça-feira)

14:00
- “O romance gráfico nas literaturas de expressão inglesa: quadrinhos para adultos”
Leila Harris (UERJ)
- “Pais imprudentes, mães ausentes: uma reescritura contemporânea de King Lear, de William Shakespeare, em Wise Children, de Angela Carter”
Peonia Guedes (UERJ)
- “A Literatura Afro-Americana e seu diálogo com o cinema”
Maria Aparecida Salgueiro (UERJ)

15:00
Mesa 5
- “Um Sherlock contemporâneo: considerações sobre a figura do detetive na série Sherlock da BBC”
Carla Portilho (UFF)
- “Considerações sobre a adaptação televisiva de Angels in America”
Vanessa Cianconi (UFRRJ)
- “The Lost Generation in Paris: The Modern American Expat Scene and Woody Allen’s Midnight in Paris
Emelyn Daly (Fulbright/Capes)

Mesa 6
- “Quem são os mortos-vivos em The Walking Dead?”
Fabiana Julio (FEUC)
- “Do romance ao rádio: dois momentos de Francis Xavier Enderby”
Amaury Garcia dos Santos Neto (PUC-Rio/CMRJ)
- “Por que (e como) ler Shakespeare na escola: adaptações , HQs e graphic novels
André Deschamps (Faculdades CCAA)

17:00
Intervalo

17:30
- “Atualizando a distopia: uma nova montagem de 1984
Uma discussão sobre adaptações de 1984 para o teatro e cinema

Palestrantes


Alexander Luz
Professor Assistente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro na área de Língua Inglesa. Mestre em Letras – Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Uberlândia (2007-2010), Mestre em Cultura Européia pelas Universidades de Göttingen na Alemanha e Groningen na Holanda (2008-2010). Doutorando em Literatura Comparada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Alexander Martins Vianna
Possui graduação em História pela UFRJ. É mestre e doutor em História Social pelo PPGHIS-UFRJ. As suas áreas preferenciais de atuação são: História Moderna, História do Pensamento Político e Teoria e Metodologia em História. Em História Moderna, trabalha basicamente com as ferramentas analíticas da História Social da Cultura, com ênfase temática em concepções e práticas políticas, cultura letrada cortesã, lógicas institucionais e dinâmicas de distinção social do Antigo Regime. Deve-se destacar também que o pesquisador vem desenvolvendo um cuidadoso trabalho a respeito dos tropismos protestantes nas peças teatrais shakespeareanas. Em Teoria e Metodologia da História, o pesquisador tem interesse na análise da "virada crítica" da História Social Francesa através da micro-história barthiana e da história social dos modelos culturais, tendo como parâmetro de enquadramento institucional deste debate a revista Annales (ESC e HSS) das décadas de 1980 e 1990. Atualmente, é Professor Adjunto III de História Moderna da UFRRJ.
Alexandre Linhares Guedes
Graduação em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA-UFRJ, 1999) e mestrado em História e Crítica da Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAV/EBA-UFRJ, 2004). Professor assistente III do curso de Belas Artes no Departamento de Artes (DARTES) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ICHS-UFRRJ). Experiência na área de Artes, com ênfase em Aquarela, Perspectiva, IIustração, Design Gráfico e Teoria e História da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: criação de assinaturas visuais (marcas); projetos gráficos de caráter editorial; cartazes de natureza institucional; ilustração de livros; estudo do discurso artístico e análise formal das obras dos grandes mestres da pintura e da ilustração; projetos relacionados à iconografia do cartaz cubano de cinema nas décdas de 1960/70/80/90 e à ilustração brasileira publicada em periódicos da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX; projetos de pesquisa e extensão relacionados a ilustração de livros infantil e infantojuvenil na Edur (Editora da Universidade Rural).
Amaury Garcia dos Santos Neto
Mestre em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005). Desenvolve agora um estudo comparativo entre ficção e escritos autobiográficos na obra de Anthony Burgess. Tal estudo é seu projeto de tese para o Doutorado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade do programa de pós-graduação em Letras da PUC-Rio. Seus estudos como doutorando se iniciaram no ano de 2011. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Distópica na Literatura Britânica, atuando principalmente nos seguintes temas: utopia/distopia; educação/condicionamento; livre arbítrio. Tais temas foram abordados em sua dissertação de Mestrado.
Andre Cardoso
Possui graduação em licenciatura em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1992), com especialização em português e inglês, bacharelado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1992), com especialização em tradução, mestrado em literatura brasileira pelo Departamento de Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997) e doutorado em Literatura Comparada pelo Departmento de Literatura Comparada da New York University (2009). Atualmente é professor adjunto do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas na Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: romance sentimental, romance brasileiro, identidade nacional, literatura contemporânea em língua inglesa, ficção científica e estudo da utopia como gênero literário.
Andre Luiz Lacerda Deschamps
Possui mestrado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005). Atualmente é professor assistente da Faculdade CCAA, nas disciplinas de Literatura Norte-Americana, professor i – inglês da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias e professor de língua inglesa da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa. Linha de pesquisa: relações entre poesia, conversão religiosa e criação literária.
Antonio Carlos Ribeiro
Pós-Doutorando em Letras (UFT, 2014). Pós-Doutor em Letras (PUC-Rio, 2011). Doutor em Teologia (PUC-Rio, 2009 – bolsista SA). Mestre em Teologia (PUC-Rio, 2005 – bolsista CAPES). Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo (UGF, 1990 – bolsista CREDUC). Bacharel em Teologia (STBSB, 1983). Membro da equipe de mídia na 8ª Assembleia da Federação Luterana Mundial (1990, Curitiba, Brasil), na viagem de estudos à Europa a convite do Comitê de Igrejas Protestantes da Alemanha (1995, Géneve, Suíça e Bonn, Berlin e Bad Oldesloe, Alemanha); na reunião da diretoria do Conselho Mundial de Igrejas (2001, Potsdam e Berlin, Alemanha); na reunião do Conselho da Federação Luterana Mundial (2002, Wittenberg, Alemanha); na assembleia da Associação Mundial para a Comunicação Cristã (2007, Buenos Aires, Argentina); na Conferência Edimburgo 2010 (2010, Edinburgh, Escócia) e como correspondente da Agência Latino-americana e Caribenha de Comunicação (2009, Rio de Janeiro, Brasil). Pesquisador na Cátedra UNESCO de Leitura (PUC-Rio). Membro da Comissão Organizadora do I Simpósio Internacional de Teologia (PUC-Rio, 2008, Rio de Janeiro, Brasil). Temas: Religião, Diálogo Inter-religioso, Leituras, Educação e Mídias Sociais.
Carla Portilho
Possui graduação em Letras – Português/Inglês (1988), especialização em Literaturas de Língua Inglesa (2000), mestrado em Letras – Estudos de Literatura (2004) e doutorado em Letras – Literatura Comparada (2009), pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente ocupa o cargo de Professor Adjunto II da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: literaturas estrangeiras modernas, estudos culturais, contra-escrituras e literatura de massa.
Emelyn Daly
Possui graduação em literatura comparada no Barnard College, Columbia University. Atualmente é bolsista Capes-Fulbright do Programa ETA (English Teaching Assistant). Possui interesses nas áreas teatro, literatura espanhola e literatura francesa.
Fabiana Julio
Possui graduação em Inglês Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2000). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas de Língua Inglesa, tendo atuando principalmente nos seguintes temas: literatura escocesa, identidade lingüística, literatura e identidade nacional, o vernáculo e literatura e tradição. É mestre em linguística pela UERJ tendo atuado na instituição por um ano como professora substituta. Hoje ministra aulas de inglês e linguística na FEUC.
Fernanda Teixeira de Medeiros
Possui graduação em Letras Português Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1991), mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997), doutorado em Letras pela Universidade Federal Fluminense (2002) e pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014) com pesquisa sobre o diálogo de ficcionistas brasileiros contemporâneos com a obra de William Shakespeare. É professora associada de Literatura Inglesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, onde atua na graduação e na pós-graduação. Além do teatro e da poesia de William Shakespeare, outras áreas de interesse são a poesia contemporânea inglesa e brasileira, sobretudo as relações entre poesia e performance na cultura contemporânea.
Heidrun Krieger Olinto
Doutora em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil. Pós-Doutorado na Universidade de Bremen, Alemanha. Professor Associado do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; Supervisora da Linha de Pesquisa Desafios do Contemporâneo: teorias e crítica do Programa de Pós-graduação Literatura, Cultura e Contemporaneidade. Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa. Líder do grupo de pesquisa Tendências Atuais nos Estudos de Literatura. Autora/coautora de artigos na área dos estudos literários, além de livros, entre eles: Ciência da literatura empírica (1989), Histórias de literatura: as novas teorias alemãs (1996), Novas epistemologias: desafios para a universidade do futuro (1999), Literatura e mídia (2002), Literatura e cultura (2003), Literatura e imagem (2004), Literatura e memória (2006) e Literatura e crítica (2009), Literatura e realidades (2010), Criatividade sem Limite (2012), Cenários contemporâneos da escrita (2014). Interesses atuais de pesquisa : Teorias e experimentos de historiografia literária, Autobiografias intelectuais, Afetos no sistema literário.
Karl Erik Schøllhammer
Professor associado e Diretor do Departamento de Letras da PUC-Rio. Pesquisador com bolsa de produtividade do CNPq é Cientista do Nosso Estado da Faperj (2007-2009/2013-2016) e recentemente assumiu a coordenação de Área de Letras da Faperj (2013) É autor, co-autor e editor de vários livros, entre eles: Linguagens da Violência (2000), Novas Epistemologias (2000), Literatura e Mídia (2002), Literatura e Cultura (2003), Literatura e Imagem (2005), Literatura e Memória (2006), Henrik Ibsen no Brasil (2008), Literatura e Critica (2009) e Literatura e Realidade(s) (2010), Atrocity Exhibition (2011), Memórias do Presente (2012), Criatividade sem Limite? (2012) e Cenários Contemporâbneos da Escrita (2013). De autoria integral os títulos mais recentes são Além do visível – o olhar da literatura (2007), Ficção brasileira contemporânea (2009, 2011) e Cena do Crime (2013).
Klaus Almeida Reis
Possui graduação em Pintura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004) e mestrado em Ciências da Arte pela Universidade Federal Fluminense (2009). Atualmente é professor do ensino superior da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e associado da Chave Mestra – Associação dos Artistas Visuais de Santa Teresa. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Desenho, atuando principalmente nos seguintes temas: pintura, imaginário popular, quadrinhos e ilustração.
Leila Assumpção Harris
Possui graduação em Português Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1973), mestrado em Inglês (Linguística) pela Texas Tech University (1975) e doutorado em Inglês (Literatura Norte Americana) pela Texas Tech University (1990). Fez estágio de Pós-Doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (agosto de 2006 a julho de 2007. Atualmente é professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Norte Americana, atuando principalmente nos seguintes temas: literaturas de língua inglesa, literatura comparada, literaturas contemporâneas de autoria feminina, estudos de gênero, classe e etnia, estudos culturais. Líder da linha de pesquisa (do Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa – PGL/UERJ e do GrPesq/ CNPQ) A voz e o olhar do Outro: questões de gênero e/ou etnia nas literaturas de língua inglesa.
Maria Aparecida Andrade Salgueiro
Visiting International Scholar (2010-2012) no Dartmouth College onde atua no African and African American Studies Program. Realizou Pós-Doutorado na Universidade de Londres com bolsa do CNPq (dezembro 2007 a maio 2008). Pesquisadora do CNPq de 2003 a 2010, ‘Cientista do Nosso Estado’ da FAPERJ a partir de janeiro 2009, PROCIENTISTA UERJ/FAPERJ e líder de GRPesq nacional desde 2000. É Doutora em Letras pela Universidade Federal Fluminense. É pesquisadora e professora do Setor de Literatura e Cultura Norte-americanas, do Departamento de Letras Anglo-Germânicas, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde trabalha como docente e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Letras desde o ano 2000, com atuação no Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa (do qual foi Coordenadora de 2009 a 2011) e no Mestrado e Doutorado em Literatura Comparada. Coordena o Escritório Modelo de Tradução Ana Cristina César, que idealizou em 1999, onde já obteve três fomentos e duas bolsas para orientandos da FAPERJ e um prêmio do MEC, e que hoje se encontra organizado em um Centro de Produção (com perfil extensionista) e um Centro de Pesquisa, onde lidera um grupo de pesquisa sobre Tradução, Mediação de Culturas e Estudos Interculturais e gerencia Convênios Internacionais voltados para produtos de avanço institucional. Nesse campo lidera Convênio com a Universidade de Varsóvia (Polônia) e mantém atividades de cooperação técnica e acadêmica com o ‘African and African American Studies Program’ do Dartmouth College, nos Estados Unidos. Na UERJ foi ainda Diretora (2000-2004) e Vice-Diretora (1996-2000) do Instituto de Letras, Diretora do Departamento de Seleção Acadêmica, responsável, entre outros processos, pela definição de políticas de ingresso na Universidade e pelo Vestibular (1992-1994), além de membro docente do Conselho Universitário por três mandatos, tendo presidido a Comissão de Assuntos Acadêmicos de 2001 a 2003. Participa de projeto interinstitucional com base na UFMG. Realizou Mestrado em Educação, com ênfase em Tecnologia Educacional. Recebeu variados prêmios e homenagens. Atua na área de Letras, com especial destaque para as literaturas afro-americana, afro-brasileira e dos afro-descendentes, literatura comparada e tradução intercultural.
Mackenzie Muhonen
Possui graduação em história pela University of California, Berkeley. Atualmente é bolsista Capes-Fulbright do Programa ETA (English Teaching Assistant). Possui interesses na área de arquitetura e urbanismo.
Peonia Viana Guedes 
Possui Graduação e Licenciatura em Letras Português / Inglês pela PUC/RJ (1967), Doutorado em Inglês pela University of North Carolina (1994) e Pós-Doutorado pela UFMG (2004). Atualmente é professora titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência de docência e pesquisa na área de Letras, com ênfase em Literaturas de Língua Inglesa, trabalhando, principalmente, com os seguintes temas: representações do sujeito feminino, estudos de gênero e etnia, literaturas pós-coloniais, literaturas pós-modernas e literatura comparada. Integra a linha de pesquisa “A voz e o olhar do Outro: questões de gênero e/ou etnia nas literaturas de língua inglesa” no Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ e no GrPesq do CNPq bem como o GT “Mulher na Literatura da ANPOLL.
Renata de Souza Gomes
Possui Doutorado em Linguística Aplicada pela UFRJ. Mestre em Interdisciplinar de Lingüística Aplicada – UFRJ. Tem graduação e licenciatura em Letras Português Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-Graduada em Supervisão Escolar (UGF). Experiência nas áreas de educação para jovens e adultos, ensino de língua e literaturas de língua inglesa.Atua principalmente nos seguintes temas: ensino de literaturas de língua inglesa,e ensino- aprendizagem de inglês como segunda língua.
Tarso do Amaral de Souza Cruz
Possui graduação em Português-Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(2005), especialização em Literaturas em Língua Inglesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(2009) e mestrado em Literaturas em Língua Inglesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(2011). Atualmente é Professor substituto da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Professor de Literatura e Língua Inglesas da Faculdades Souza Marques. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas Estrangeiras Modernas. Atuando principalmente nos seguintes temas:James Joyce, Suketu Mehta, modernismo, pós-colonialismo, autobiografia. 
Valéria S. Medeiros
Possui graduação em Inglês e Respectivas Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994), Especialização em Literatura Brasileira pela UERJ (1997), Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Estudos da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2002), Pós-Doutorado em Literatura Comparada pela Uerj (2008) e Pós-Doutorado em Teoria Literária pela PUC-Rio ( 2011) . Atualmente é professora adjunta de Literatura Anglo-Americana da Universidade Federal do Tocantins. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: literaturas de língua inglesa, romance policial e formação do leitor.
Vanessa Cianconi Vianna Nogueira 
Doutora em Literatura Comparada pela UFF com período sanduíche em University of Pittsburgh no departamento de Teatro, mestre em Literatura Comparada pela UFRJ e Especialista em Literaturas de Língua Inglesa pela UFF. Graduada em Letras (Português – Inglês) pela Universidade Federal Fluminense. Possui mais de 10 anos de experiência no ensino de línguas, educação bilíngüe e literaturas de língua inglesa. Recipiente da bolsa de estudos da Mellon School of Theatre and Performance Research na Universidade de Harvard em 2012.
Vitor Alevato do Amaral
Possui bacharelado e licenciatura em Letras (Português-Inglês) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002), especialização (2004) e mestrado em Literatura Brasileira (2006) também pela UFRJ. Foi professor substituto do Departamento de Letras Anglo-Germânicas da Faculdade de Letras da UFRJ (2005-2006). Atualmente é tradutor concursado da UFRJ e cursa doutorado em Linguística Aplicada na Faculdade de Letras da mesma universidade.