QUESTÃO 20
De ordinário, quando se diz que certo termo deve concordar com outro, tem-se em vista a
forma gramatical do termo de referência. Dúzia, povo, embora exprimam pluralidade e multidão de
seres, consideram-se, por causa da forma, como nomes no singular. Há, contudo, condições em
que se despreza o critério da forma e, atendendo apenas à ideia representada pela palavra, se faz a
concordância com aquilo que se tem em mente. Consiste a sínese em fazer a concordância de uma
palavra não diretamente com outra palavra, mas com a ideia que esta última sugere.
SAID ALI, M. Gramática histórica da língua portuguesa. 7. ed. Rio de Janeiro:
Melhoramentos, 1971(com adaptações).
A definição extraída de Said Ali, reproduzida acima, apresenta uma figura de sintaxe, a sínese,
identificada, na maioria das vezes, em variantes mais populares da língua. Assinale a opção que
apresenta um exemplo desse tipo de fenômeno sintático.
A. A maioria dos porcos ainda estava sendo recolhidos naquela hora.
B. Ao pobre homem mesquinho, basta-lhe um burrico e uma cangalha.
C. Chegaram o pai, a irmã e o cunhado com uma pressa que assustava.
D. Pretendia implantar um monopólio exclusivo de café e tabaco na região.
E. No fundo, a multidão se consolava. Para isso, pensavam em nós mesmos.
* Gabarito: E
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta
* Conteúdo avaliado: Sintaxe de concordância; concordância ideológica (sínese/silepse).
* Autores: Antônio Dalpicol e Gilberto Scarton
Comentário:
Há três tipos de concordância facilmente distinguíveis em língua portuguesa: concordância gramatical
ou lógica; concordância por atração ou influência; e concordância ideológica (silepse ou sínese).
A concordância gramatical ou lógica é aquela que se estabelece entre o verbo e a forma do(s)
núcleo(s) do sujeito (concordância verbal); e entre o substantivo e seus determinantes (concordância
nominal). É o tipo de concordância que segue a regra geral: na verbal, o verbo concorda com o
sujeito em número e pessoa; na nominal, os modificadores/determinantes (artigo, numeral, adjetivo,
pronome) concordam com o substantivo em gênero e número.
Exemplos:
1. Verbal – A apreensão e o pânico apertaram-lhe a garganta.
O verbo “apertaram” concorda com o sujeito composto “a apreensão e o pânico” em
número e pessoa.
2. Nominal – Usava barba e cabelo compridos.
O adjetivo “compridos” concorda com os substantivos “barba e cabelo”. Note-se que, havendo
substantivos de gêneros diferentes, a concordância se faz no masculino plural.
A concordância por atração ou influência é a que se estabelece com apenas um núcleo de
um sujeito composto ou com outro elemento que não seja o núcleo (na concordância verbal); ou com
apenas um núcleo do substantivo composto (na concordância nominal).
Exemplos:
1. Verbal – Apertou-lhe a garganta a apreensão e o pânico.
– O verbo “apertou” está no singular por concordar com o termo mais próximo do sujeito
composto, “a apreensão”.
2. Nominal – Usava barba e cabelo comprido.
– O adjetivo “comprido” está no singular (masculino) por concordar com o termo mais
próximo, “cabelo”.
A concordância ideológica (sínese ou silepse) é a concordância que se dá com a ideia que a
palavra nuclear sugere, e não com a forma gramatical desta.
A sínese, referida na questão em comento, mais comumente denominada de silepse, atém-se
mais ao sentido do que ao rigor gramatical; é, portanto, uma construção sintática em que se privilegia
o sentido em detrimento da forma. Apresenta-se através de três estruturas:
Silepse de número – Aquela gente gritava transtornada. Pareciam enfurecidos por algo que
não podiam determinar.
– O sujeito “aquela gente” está na forma singular, mas transmite uma “ideia” plural (coletiva); por
isso, na sequência, há uma concordância plural – “pareciam enfurecidos ... podiam”.
Silepse de gênero – Sua Senhoria era empreendedor e amigo de todos.
– O pronome de tratamento “Sua Senhoria” apresenta forma gramatical feminina, no entanto
concorda no masculino “empreendedor/amigo” por se referir a um elemento masculino.
Silepse de pessoa – Os professores de Letras da PUCRS sempre respeitamos os acordos
ortográficos.
– Numa relação lógica, o sujeito “os professores” concordaria com o verbo na terceira pessoa
do plural, “respeitam”; no exemplo, porém, o verbo está na primeira pessoa do plural, “respeitamos”.
Isso acontece pelo fato de o enunciador se incluir na ação, o que indica que ele também é professor
de Letras da PUCRS.
Com base no exposto, analisam-se as alternativas de resposta para a questão 20:
A) Concordância gramatical ou lógica: o verbo “estava” concorda com o núcleo do sujeito
“maioria”. O particípio “recolhidos”, por sua vez, concorda, por influência da forma plural, com o
adjunto do sujeito “porcos”.
B) Concordância por atração: na oração “basta-lhe um burrico e uma cangalha”, o verbo
“basta” concorda com “um burrico”, por ser o termo mais próximo.
C) Concordância gramatical ou lógica: o verbo está no plural – “chegaram” –, concordando
com o sujeito composto “o pai, a irmã e o cunhado”.
D) Concordância gramatical ou lógica: o substantivo “monopólio”, masculino/singular,
apresenta os determinantes “um/exclusivo” também no mesmo gênero e no mesmo número.
E) Concordância ideológica/sínese/silepse: o sujeito “a multidão” apresenta forma singular;
no entanto, transmite uma ideia plural/coletiva. Assim, na sequência, temos o verbo no plural –
“pensavam”. Esta é, portanto, a concordância solicitada no enunciado da questão.
Referência:
LIMA, Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. 30. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
ENADE - QUESTÃO 19 - onteúdos avaliados: Norma padrão; vícios de linguagem; pleonasmo; uso do gerúndio * Autora: Marisa Magnus Smith
QUESTÃO 19
No meio do meu descanso, toca o telefone: “Boa tarde, senhor. Aqui é da Mega Plus
International, que, por sua boa relação como cliente, vai estar disponibilizando, totalmente grátis,
sem nenhum custo adicional, o Ultra Mega Plus Card, com todas as vantagens do programa especial
Mega Plus Services. Vai estar também oferecendo...” Pronto, já me perdi no gerúndio desnecessário
dela. Respondo: “Obrigado pela oferta, mas não vou estar querendo, já tenho outro” “Mas, senhor...”,
insiste a atendente, “que vantagens o seu cartão já oferece?” Respondo: “Não oferece vantagem
nenhuma, mas o que rola entre a gente é uma relação sem interesse, é só amor mesmo...sabe
aquele não querer mais que bem querer de Camões. A atendente de telemarketing se despede, mas
não sem antes rir do outro lado da linha.
Disponível em:. Acesso em: 03 ago. 2011( com adaptações).
Em casos como o do texto acima, o uso do gerúndio constitui mais o que a descrição tradicional
chamaria de vício de linguagem do que propriamente uso incorreto do ponto de vista da norma padrão.
Dessa forma, esse uso fere mais aspectos estilísticos que estruturais da norma. Nessa perspectiva,
assinale a opção em que o enunciado apresenta o mesmo tipo de inadequação linguística.
A. O Mário, ele vive dizendo que não gosta de ir ao cinema.
B. Você sabe que tenho ainda todas as tuas anotações do caso.
C. Eu, naquele momento de susto, se senti confuso e atordoado.
D. Pediu para que seje visto o caso com maior atenção possível.
E. A vítima do estrupo deu queixas na delegacia de sua cidade.
* Gabarito: A
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta
* Conteúdos avaliados: Norma padrão; vícios de linguagem; pleonasmo; uso do gerúndio
* Autora: Marisa Magnus Smith
No meio do meu descanso, toca o telefone: “Boa tarde, senhor. Aqui é da Mega Plus
International, que, por sua boa relação como cliente, vai estar disponibilizando, totalmente grátis,
sem nenhum custo adicional, o Ultra Mega Plus Card, com todas as vantagens do programa especial
Mega Plus Services. Vai estar também oferecendo...” Pronto, já me perdi no gerúndio desnecessário
dela. Respondo: “Obrigado pela oferta, mas não vou estar querendo, já tenho outro” “Mas, senhor...”,
insiste a atendente, “que vantagens o seu cartão já oferece?” Respondo: “Não oferece vantagem
nenhuma, mas o que rola entre a gente é uma relação sem interesse, é só amor mesmo...sabe
aquele não querer mais que bem querer de Camões. A atendente de telemarketing se despede, mas
não sem antes rir do outro lado da linha.
Disponível em:
Em casos como o do texto acima, o uso do gerúndio constitui mais o que a descrição tradicional
chamaria de vício de linguagem do que propriamente uso incorreto do ponto de vista da norma padrão.
Dessa forma, esse uso fere mais aspectos estilísticos que estruturais da norma. Nessa perspectiva,
assinale a opção em que o enunciado apresenta o mesmo tipo de inadequação linguística.
A. O Mário, ele vive dizendo que não gosta de ir ao cinema.
B. Você sabe que tenho ainda todas as tuas anotações do caso.
C. Eu, naquele momento de susto, se senti confuso e atordoado.
D. Pediu para que seje visto o caso com maior atenção possível.
E. A vítima do estrupo deu queixas na delegacia de sua cidade.
* Gabarito: A
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta
* Conteúdos avaliados: Norma padrão; vícios de linguagem; pleonasmo; uso do gerúndio
* Autora: Marisa Magnus Smith
ENADE - QUESTÃO 18 - Conteúdo avaliado: A leitura da literatura. * Autora: Maria Tereza Amodeo
QUESTÃO 18
Texto I
[...] na leitura — e essa é a primeira reflexão que quero fazer — de qualquer obra literária, de
qualquer texto que tenha por base a intensificação de valores — daquilo que chamamos de
uma ou outra maneira aproximada de valores literários —, existe sempre, como dizia o grande
crítico canadense recentemente falecido, Northrop Frye, a necessidade de conhecimento
de duas linguagens. Segundo ele, na leitura de qualquer poema, “é preciso conhecer duas
linguagens: a língua em que o poeta está escrevendo e a linguagem da própria poesia”.
[...] a literatura nunca é apenas literatura; o que lemos como literatura é sempre mais — é
História, Psicologia, Sociologia. Há sempre mais que literatura na literatura. No entanto,
esses elementos ou níveis de representação da realidade são dados na literatura pela
literatura, pela eficácia da linguagem literária.
Texto II
Fatores linguísticos, culturais, ideológicos, por exemplo, contribuem para modular a relação
do leitor com o texto, num arco extenso que pode ir desde a rejeição ou incompreensão mais absoluta
até a adesão incondicional. Também conta a familiaridade que o leitor tem com o gênero literário,
que igualmente pode regular o grau de exigência e de ingenuidade, de afastamento ou aproximação.
Considerando os textos acima, é correto afirmar que os professores:
A. devem privilegiar, no ensino médio, o estudo de obras da literatura brasileira e portuguesa, a
fim de preparar os alunos para o ingresso profissional na universidade.
B. devem adotar, no ensino médio, metodologias que privilegiam a história da literatura, porque
elas incorporam contextos socioculturais que favorecem a compreensão da linguagem literária.
C. devem privilegiar o estudo de obras que se ajustam às necessidades programáticas tanto da
Língua Portuguesa quanto das demais disciplinas da estrutura curricular, enfatizando a função
didático-pedagógica da literatura e de outros códigos e linguagens.
D. devem buscar a adequação de obras literárias a serem lidas, tomando como referência a idade
dos alunos, a motivação e, ainda, o conteúdo programático a ser ministrado, favorecendo a
interação entre língua e literatura.
E. devem adotar metodologias que privilegiam o contato direto com o texto literário e reflexões
acerca das relações que o texto estabelece com outras áreas do conhecimento e com outros
códigos e linguagens.
* Gabarito: E
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta.
* Conteúdo avaliado: A leitura da literatura.
* Autora: Maria Tereza Amodeo
Comentário:
As alternativas incorretas são A, B, C e D, pelas razões que seguem:
1. Apresenta referências ao ensino médio, às literaturas brasileira e portuguesa
e à vinculação da leitura da literatura ao ingresso da universidade – ideias não
mencionadas, nem mesmo sugeridas nos textos I e II.
2. Do mesmo modo, esta alternativa faz referência ao ensino médio. Além disso,
nenhuma das citações vincula metodologia de ensino à história da literatura, por
incorporarem contextos culturais – que não têm necessariamente a função de
favorecer a compreensão da linguagem literária.
3. Apesar de o Texto I ressaltar o caráter interdisciplinar da literatura, não há qualquer
reflexão acerca da vinculação entre estudo de obras literárias e programas de ensino
das diferentes disciplinas, muito menos em relação ao caráter didático-pedagógico da
literatura, o que se contrapõe à sua especificidade, já que se trata de arte.
4. Embora as considerações presentes na alternativa D possam ser relevantes no que diz
respeito à metodologia de ensino da literatura – a relação entre idade dos estudantes,
programas e obras literárias –, os textos apresentados não fazem menção a essa questão.
Analisando a alternativa correta (E), observa-se que a ideia de que as metodologias de ensino
devam privilegiar o contato com os textos literários, propriamente ditos, encontra ressonância na
reflexão do texto I, de que é por meio da “leitura” que se toma conhecimento do literário, daquela
realidade que o texto constrói. Além disso, esta alternativa retoma a proposição do texto I, de que
“a literatura é sempre mais” que ela mesma, estabelecendo, assim, “relações com outras áreas do
conhecimento e com outros códigos e linguagens – ideia também sugerida no texto II, que relaciona
o texto literário a “fatores linguísticos, culturais, ideológicos”.
Texto I
[...] na leitura — e essa é a primeira reflexão que quero fazer — de qualquer obra literária, de
qualquer texto que tenha por base a intensificação de valores — daquilo que chamamos de
uma ou outra maneira aproximada de valores literários —, existe sempre, como dizia o grande
crítico canadense recentemente falecido, Northrop Frye, a necessidade de conhecimento
de duas linguagens. Segundo ele, na leitura de qualquer poema, “é preciso conhecer duas
linguagens: a língua em que o poeta está escrevendo e a linguagem da própria poesia”.
[...] a literatura nunca é apenas literatura; o que lemos como literatura é sempre mais — é
História, Psicologia, Sociologia. Há sempre mais que literatura na literatura. No entanto,
esses elementos ou níveis de representação da realidade são dados na literatura pela
literatura, pela eficácia da linguagem literária.
Texto II
Fatores linguísticos, culturais, ideológicos, por exemplo, contribuem para modular a relação
do leitor com o texto, num arco extenso que pode ir desde a rejeição ou incompreensão mais absoluta
até a adesão incondicional. Também conta a familiaridade que o leitor tem com o gênero literário,
que igualmente pode regular o grau de exigência e de ingenuidade, de afastamento ou aproximação.
Considerando os textos acima, é correto afirmar que os professores:
A. devem privilegiar, no ensino médio, o estudo de obras da literatura brasileira e portuguesa, a
fim de preparar os alunos para o ingresso profissional na universidade.
B. devem adotar, no ensino médio, metodologias que privilegiam a história da literatura, porque
elas incorporam contextos socioculturais que favorecem a compreensão da linguagem literária.
C. devem privilegiar o estudo de obras que se ajustam às necessidades programáticas tanto da
Língua Portuguesa quanto das demais disciplinas da estrutura curricular, enfatizando a função
didático-pedagógica da literatura e de outros códigos e linguagens.
D. devem buscar a adequação de obras literárias a serem lidas, tomando como referência a idade
dos alunos, a motivação e, ainda, o conteúdo programático a ser ministrado, favorecendo a
interação entre língua e literatura.
E. devem adotar metodologias que privilegiam o contato direto com o texto literário e reflexões
acerca das relações que o texto estabelece com outras áreas do conhecimento e com outros
códigos e linguagens.
* Gabarito: E
* Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta.
* Conteúdo avaliado: A leitura da literatura.
* Autora: Maria Tereza Amodeo
Comentário:
As alternativas incorretas são A, B, C e D, pelas razões que seguem:
1. Apresenta referências ao ensino médio, às literaturas brasileira e portuguesa
e à vinculação da leitura da literatura ao ingresso da universidade – ideias não
mencionadas, nem mesmo sugeridas nos textos I e II.
2. Do mesmo modo, esta alternativa faz referência ao ensino médio. Além disso,
nenhuma das citações vincula metodologia de ensino à história da literatura, por
incorporarem contextos culturais – que não têm necessariamente a função de
favorecer a compreensão da linguagem literária.
3. Apesar de o Texto I ressaltar o caráter interdisciplinar da literatura, não há qualquer
reflexão acerca da vinculação entre estudo de obras literárias e programas de ensino
das diferentes disciplinas, muito menos em relação ao caráter didático-pedagógico da
literatura, o que se contrapõe à sua especificidade, já que se trata de arte.
4. Embora as considerações presentes na alternativa D possam ser relevantes no que diz
respeito à metodologia de ensino da literatura – a relação entre idade dos estudantes,
programas e obras literárias –, os textos apresentados não fazem menção a essa questão.
Analisando a alternativa correta (E), observa-se que a ideia de que as metodologias de ensino
devam privilegiar o contato com os textos literários, propriamente ditos, encontra ressonância na
reflexão do texto I, de que é por meio da “leitura” que se toma conhecimento do literário, daquela
realidade que o texto constrói. Além disso, esta alternativa retoma a proposição do texto I, de que
“a literatura é sempre mais” que ela mesma, estabelecendo, assim, “relações com outras áreas do
conhecimento e com outros códigos e linguagens – ideia também sugerida no texto II, que relaciona
o texto literário a “fatores linguísticos, culturais, ideológicos”.
Enade: fator de qualidade do curso e do diploma
Enade: fator de qualidade do curso e do diploma
set. 24 FIC, MUNDO FEUC, slider sem comentários
Obrigatório aos formandos, exame do Ministério da Educação representa 70% da nota final do conceito de cursos
Por Gian Cornachiniemfoco@feuc.br
O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), parte do Sistema Nacional de Avaliações da Educação Superior (Sinaes), acontece este ano no dia 23 de novembro. Como o próprio nome diz, o Exame tem o objetivo de mensurar o desempenho dos alunos de graduação em relação a todo o conteúdo e competências previstas para a sua formação. O comparecimento à avaliação é obrigatório para os alunos que se formam no semestre em que o Enade é aplicado e, também, para os que concluirão o curso em até 6 meses depois do exame. A prova não é classificatória nem eliminatória — ou seja: mesmo que o estudante tire zero ou entregue a prova em branco, ele não será impedido de colar grau. Porém, como a nota do Enade é um dos pontos que compõem o Conceito Preliminar de Curso (CPC) — que também engloba a avaliação do corpo docente da instituição de ensino, da infraestrutura e dos recursos didático-pedagógicos, entre outros — um desempenho ruim do aluno na prova jogará para baixo a nota do curso em que ele estará se formando. O Enade representa 70% da nota final do CPC (que varia de 1 a 5), e para um curso ser oferecido normalmente ele precisa ter conceito a partir de 3.
Importância da boa prova
Segundo a professora Arlene da Fonseca Figueira, Diretora de Ensino da FEUC, o Enade é, além de um instrumento de avaliação do MEC, um certificado de qualidade do diploma do estudante: “Se você está em uma faculdade que tem um bom desempenho, seu currículo está à frente daquele que não tem”, afirma Arlene.
No entanto, nem sempre os estudantes encaram o Enade dessa maneira. De acordo com Maria Lícia Torres, coordenadora do curso de Pedagogia das FIC, no mesmo dia do Enade de 2011 houve uma prova de concurso público que interessou aos alunos, e a maioria dos estudantes optou por apenas assinar o nome na avaliação, entregá-la incompleta e partir para a prova do concurso. Isso impactou diretamente no conceito de Pedagogia, conferindo-lhe a nota 2 e impossibilitando a abertura de vestibular para novas turmas. “Nós pedimos uma reavaliação do curso, e uma comissão do MEC veio à FEUC para verificá-lo de perto. Revimos todo o nosso projeto pedagógico e a bibliografia básica, e fizemos mais investimentos. Fomos além das exigências do MEC, e a consequência foi o novo conceito 4”, explica Maria Lícia. “Queremos que os estudantes se esforcem para manter esse 4, porque a qualidade do certificado deles depende de uma boa prova”, completa ela.
A Licenciatura em Computação das FIC também passou pelo mesmo problema no último Enade das licenciaturas, que aconteceu em 2011. O professor Rodrigo Neves, coordenador dos cursos de informática das FIC, conta que, na ocasião, os estudantes não se dedicaram à prova, e o curso foi rebaixado para o conceito 2. Após uma visita do MEC para a reavaliação, foi notada a qualidade da estrutura das FIC para oferecer a graduação, e mais um curso recebeu a nota 4. “Agora, é importante mantermos a nota, porque o curso de Licenciatura em Informática tem pouca disponibilidade em nossa região, não existe em todas as faculdades, e é importante se manter como uma referência”, afirma o professor Rodrigo.
Já o curso de Ciências Sociais das FIC teve uma ótima surpresa após o último Enade. Segundo a professora Célia Neves, coordenadora do curso, a turma avaliada no exame era bastante aplicada e interessada em valorizar o diploma, e a dedicação dos estudantes, somada à estrutura das FIC, rendeu a nota 4 ao curso, conferindo-lhe o posto de segunda melhor licenciatura em Ciências Sociais do Rio de Janeiro, atrás apenas da PUC-Rio. “Hoje a titulação do nosso corpo docente é melhor do que era em 2014. Os aspectos que dependem exclusivamente da instituição estão em um grau superior a 2011. E a turma deste ano está à altura de fazer uma excelente avaliação, o que me faz acreditar que manteremos nosso 4 ou garantiremos a nota 5”, pondera a professora.
Preparativos para o Enade
Desde o começo do ano, e mais intensificamente a partir de agosto, todos os cursos das FIC — exceto o Bacharelado em Administração (que ainda não está em fase de avaliação) — estão trabalhando para garantir que os estudantes tenham suporte para se destacarem na avaliação. O curso de Matemática, por exemplo, lançou em março, no YouTube, o canal “FEUCMAT”, onde vídeos são postados com as resoluções e comentários de questões dos Enades anteriores, sempre com o objetivo de focar na avaliação e, também, treinar os estudantes para serem futuros professores. Leandro de Sousa Martins, de 20 anos, que está no 6º período do curso, foi o primeiro aluno a gravar um vídeo para o canal. O jovem aprovou a atividade e a oportunidade de aprender ao mesmo tempo em que ensina: “Além de a gente desenvolver essas habilidades de professor, temos que estudar muito, porque as questões são rebuscadas e o nível da prova é elevado”, avalia Leandro.
Curso de Matemática cria canal no YouTube com resoluções de questões do Enade. (Imagem: Reprodução da Internet)
Todos os cursos das FIC, exceto História, abriram uma disciplina específica voltada ao Enade para os alunos do 6º e 7º períodos (e 8º, no caso de Bacharelado em Sistemas de Informação). História, Geografia, Letras e Pedagogia optaram por aplicar simulados nessas turmas, a fim de testarem seus conhecimentos e treiná-los para a avaliação de novembro. Geografia, História e Pedagogia apostaram, ainda, em “aulões” para trabalhar os componentes de Formação Geral e Formação Específica para o Enade. Durante diversos sábados, até o início de novembro, professores estarão disponíveis para retomar e reforçar conhecimentos já trabalhados em sala. Alunos de todos os cursos podem participar dos aulões, principalmente aqueles voltados para a Formação Geral. A programação completa está disponível pelo seguinte link: http://migre.me/lvGsk.
O portal da FEUC na internet também está com uma área dedicada ao Enade. Na aba “Principal” da páginawww.feuc.br, o internauta encontrará a opção “Enade”, onde poderá conferir diversas informações a respeito da avaliação e baixar provas e gabaritos de edições anteriores.
Professora Drª. Renata Gomes: Uma fã de literatura e cinema
Uma fã de literatura e cinema
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Renata Gomes — a ‘Glória Maria da educação’ — é professora de inglês e vice-coordenadora do curso de Letras
Por Tania Neves
emfoco@feuc.br
emfoco@feuc.br
Foi nas salas de aula das FIC que a professora de inglês Renata de Souza Gomes teve o insight do que viria a ser o seu tema de pesquisa no doutorado em Linguística Aplicada, que ela defendeu em junho passado no Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O título, ela chama a atenção, “parece até enredo de escola de samba”: “Estudo sobre possíveis ressignificações de A Streetcar Named Desire, de Tennessee Williams, na sala de aula de literatura dramática em um curso de Letras”. Trocando em miúdos, Renata investigou o quanto a literatura circula de forma mais fluente quando adaptada ao cinema.
“Quando comecei a dar aulas na faculdade, em 2009, já explorava essa interação entre literatura e cinema, levando à sala de aula versões cinematográficas de textos estudados, para estimular o interesse dos alunos. E foi essa experiência que acabou moldando a tese”, conta Renata, que também é vice-coordenadora do curso de Letras. De tanto ouvir questões do tipo “Se vi o filme, posso deixar de ler o livro?”, “Gostei mais do filme do que do livro” e “Acho que o diretor do filme corrompeu o sentido do livro”, a professora se interessou por investigar mais a fundo até que ponto o uso do cinema tinha o poder de alavancar o letramento crítico literário dos alunos, e para isso escolheu um autor de língua inglesa — o dramaturgo Tennessee Williams — e uma obra específica dele: a peça “Um bonde chamado desejo”.
Ela então formou três grupos focais de alunos: um que somente leu a peça, outro que apenas viu o filme e um último que leu a peça e viu o filme. E pôs todo mundo para debater, longamente. “Minha pesquisa consistiu em analisar essas falas, observando o modo como cada grupo construiu seu entendimento a partir do acesso que teve à obra, e de que maneira o cinema auxiliou nessa construção”, revela Renata. Segundo a professora, uma das principais conclusões da tese é que o uso do cinema na educação dá mais voz ao aluno, dessacralizando um pouco a literatura e tornando-a acessível a públicos maiores.
Especificamente no caso estudado, Renata observou que os estudantes se sentiram mais empoderados no campo literário, a partir da perspectiva de poderem atuar também como críticos: “Vendo que a versão cinematográfica era um modo de o diretor interpretar a obra literária, eles se permitiram também interpretar, o que é extremamente positivo no letramento crítico”, explicou a professora, que sempre sonhou fazer uma tese que não fosse engavetada depois. Para ela, os resultados obtidos apontam para a total pertinência da integração entre cinema e literatura na sala de aula: “Quando o professor se concentra apenas no estudo da crítica literária, o aluno se torna mero consumidor de teoria”, acredita.
Renata Gomes começou a cursar Letras muito cedo, aos 16 anos, e naquele momento ainda tinha uma pontinha de dúvidas sobre se deveria trocar para Jornalismo. Mas, quando teve a primeira aula de literatura de língua inglesa, as dúvidas se dissiparam: “Eu me encontrei, e na mesma hora disse: quero dar aula de literatura inglesa!”, conta a professora, fã de literatura e cinema, que além do ensino superior leciona também no básico, dando aula de língua inglesa em uma escola municipal.
O longo período de pesquisa no doutorado, somado ao trabalho diário e a problemas de saúde vividos em família, tornaram Renata meio reclusa nos últimos tempos. Tem poucos meses que ela voltou, timidamente, a se entregar a alguns prazeres, como sair com os amigos e pôr o cinema em dia. Para o futuro, os planos são ao mesmo tempo simples e trabalhosos: profissionalmente, fazer um pós-doutorado em letramento literário; na vida pessoal, aprender a cozinhar, construir sua casa e… casar — não necessariamente nesta ordem: “Não sei fritar um ovo!”.
E se o caro leitor sentiu falta da referência à idade da professora neste breve perfil, saiba que não foi por esquecimento de perguntar: “Eu não revelo! Sou uma espécie de Glória Maria da educação: ninguém sabe a minha idade. Meus alunos vivem fazendo apostas para descobrir. Então, se eu contar, acabo estragando um dos maiores prazeres deles”, despista a professora.
PIBID: mais do que um estágio - Por Tania Neves
PIBID: mais do que um estágio
set. 24 carousel, FIC, MUNDO FEUC sem comentários
Por Tania Neves
emfoco@feuc.br
emfoco@feuc.br
As FIC estão iniciando em 2014 uma série de projetos no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), após se habilitar no Edital 61/2013 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), agência brasileira de fomento à pesquisa ligada ao Ministério da Educação. O programa federal, que tem como objetivo valorizar o professor do ensino básico e contribuir para o aperfeiçoamento da formação docente, destina bolsas (no valor individual de R$ 400 por mês) a alunos de licenciaturas para que estes sejam inseridos no contexto das escolas públicas de ensino básico ainda durante sua formação acadêmica, desenvolvendo atividades didático-pedagógicas sob a orientação de seus professores da faculdade. “Isso traz ganhos não somente para nossos alunos, que acumularão importante experiência para sua futura atuação docente, mas permitirá também aos professores da instituição expandir suas atividades de extensão e pesquisa”, afirma o coordenador Acadêmico das FIC, Valdemar Ferreira da Silva, lembrando que a instituição é a única particular da região que teve projetos aprovados no edital da CAPES.
Maria Licia: mergulho na rotina escolar dará experiência e autonomia ao licenciando. (Foto: Gian Cornachini)
Ao todo, foram concedidas às FIC 170 bolsas de iniciação à docência, divididas pelos diversos cursos de licenciatura (com exceção de Informática). A coordenadora geral do PIBID/FIC é a professora Maria Licia Torres, que está entusiasmada com as perspectivas abertas: “Sou professora há muito tempo e também orientadora de estágio, e um programa como esse sempre foi meu sonho de consumo para a formação de um professor. Ele é muito mais do que um estágio, pois no estágio o estudante acaba apenas observando e, em muitos casos, fazendo trabalhos que nada têm a ver com sua formação. No PIBID ele de fato vai aplicar um projeto educacional, aprendendo a ser docente e a ter autonomia”, comemora a coordenadora.
Confira abaixo os resumos dos projetos que serão desenvolvidos no PIBID/FIC.
CIÊNCIAS SOCIAIS
5 bolsistas, orientados pela professora Célia Neves, no Colégio Estadual Irineu José Ferreira.
Ações: Realizar, junto aos estudantes do ensino básico, oficinas temáticas sobre a realidade social em que se inserem e o modo como a Sociologia pode contribuir para formular questões e conduzir análises acerca desta realidade. A partir dessa problematização, estimulá-los a ir a campo colher material (depoimentos, vivências, situações cotidianas) e produzir vídeos, com seus telefones celulares, acerca das temáticas eleitas, para serem exibidos em festival “Curta na escola”. Pretende-se com o projeto contribuir para a formação de docentes criativos, dinâmicos e abertos a buscar alternativas para o processo do ensinar e aprender, e que percebam a importância do trabalho de interação dos estudantes do ensino básico com a realidade social vivida por eles e o modo como esta dinâmica contribui para desenvolver sua consciência crítica.
5 bolsistas, orientados pela professora Célia Neves, no Colégio Estadual Irineu José Ferreira.
Ações: Realizar, junto aos estudantes do ensino básico, oficinas temáticas sobre a realidade social em que se inserem e o modo como a Sociologia pode contribuir para formular questões e conduzir análises acerca desta realidade. A partir dessa problematização, estimulá-los a ir a campo colher material (depoimentos, vivências, situações cotidianas) e produzir vídeos, com seus telefones celulares, acerca das temáticas eleitas, para serem exibidos em festival “Curta na escola”. Pretende-se com o projeto contribuir para a formação de docentes criativos, dinâmicos e abertos a buscar alternativas para o processo do ensinar e aprender, e que percebam a importância do trabalho de interação dos estudantes do ensino básico com a realidade social vivida por eles e o modo como esta dinâmica contribui para desenvolver sua consciência crítica.
GEOGRAFIA
25 bolsistas, orientados pelos professores Rosilaine Silva e Isaac Rosa, no Colégio Pedro II de Realengo.
Ações: Discutir o audiovisual como metodologia no ensino de Geografia e criar condições para a produção – pelos bolsistas e os alunos do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos – de curtas-metragens a partir dos temas geradores “Meio ambiente” e “Mercado de trabalho, globalização e redes sociais”. O projeto se iniciará com oficinas de audiovisual para os participantes e depois será feito trabalho de campo para colher o material a ser usado na produção dos filmes, como depoimentos e impressões acerca do território em que vivem os estudantes. Os trabalhos realizados serão exibidos em mostra no Colégio Pedro II e também inscritos em festivais universitários e disponibilizados nas redes para uso público.
25 bolsistas, orientados pelos professores Rosilaine Silva e Isaac Rosa, no Colégio Pedro II de Realengo.
Ações: Discutir o audiovisual como metodologia no ensino de Geografia e criar condições para a produção – pelos bolsistas e os alunos do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos – de curtas-metragens a partir dos temas geradores “Meio ambiente” e “Mercado de trabalho, globalização e redes sociais”. O projeto se iniciará com oficinas de audiovisual para os participantes e depois será feito trabalho de campo para colher o material a ser usado na produção dos filmes, como depoimentos e impressões acerca do território em que vivem os estudantes. Os trabalhos realizados serão exibidos em mostra no Colégio Pedro II e também inscritos em festivais universitários e disponibilizados nas redes para uso público.
HISTÓRIA
25 bolsistas, orientados pelos professores Vivian Zampa e Jayme Ribeiro, no Colégio Estadual Professor Fernando Antônio Raja Gabaglia.
Ações: Fomentar a reflexão dos discentes sobre a educação e o ensino de História, a partir de levantamento bibliográfico e observação em sala de aula do que estimula e do que não estimula alunos e professores no ensino e aprendizagem da disciplina. A partir daí, propor novas metodologias e a produção/utilização de materiais didáticos mais motivadores, como quadrinhos, vídeos e jogos eletrônicos, que promovam uma aproximação ao universo dos alunos. O projeto prevê o lançamento do “Festival do Minuto”, com produção de curtas-metragens de 1 a 6 minutos sobre a diversidade étnico-cultural brasileira, e a criação de um blog para divulgar internamente as atividades desenvolvidas e estender seu alcance à grande rede.
25 bolsistas, orientados pelos professores Vivian Zampa e Jayme Ribeiro, no Colégio Estadual Professor Fernando Antônio Raja Gabaglia.
Ações: Fomentar a reflexão dos discentes sobre a educação e o ensino de História, a partir de levantamento bibliográfico e observação em sala de aula do que estimula e do que não estimula alunos e professores no ensino e aprendizagem da disciplina. A partir daí, propor novas metodologias e a produção/utilização de materiais didáticos mais motivadores, como quadrinhos, vídeos e jogos eletrônicos, que promovam uma aproximação ao universo dos alunos. O projeto prevê o lançamento do “Festival do Minuto”, com produção de curtas-metragens de 1 a 6 minutos sobre a diversidade étnico-cultural brasileira, e a criação de um blog para divulgar internamente as atividades desenvolvidas e estender seu alcance à grande rede.
INTERDISCIPLINAR
25 bolsistas, orientados pelas professoras Janice Souza e Norma Jacinto, no Instituto de Educação Sarah Kubitschek.
Ações: Desenvolver propostas de ações didático-pedagógicas a partir da utilização de livros da literatura africana e afro-brasileira, com o intuito de contribuir com alternativas para a incorporação dessa temática na prática pedagógica, que passou a ser obrigatória nos currículos de educação básica e nos cursos de licenciatura a partir das leis 10.639/03 e 11.645/08 e das Diretrizes Curriculares para as Licenciaturas. Um dos objetivos é mapear como é feita hoje a incorporação dessa temática e propor novos olhares. Constará de estudos sobre a produção científica acerca do uso dessa literatura nas escolas de educação básica e a organização de grupos de estudos para análise do material coletado, envolvendo os professores de Ensino Médio, os alunos bolsistas e os professores convidados das licenciaturas das FIC.
25 bolsistas, orientados pelas professoras Janice Souza e Norma Jacinto, no Instituto de Educação Sarah Kubitschek.
Ações: Desenvolver propostas de ações didático-pedagógicas a partir da utilização de livros da literatura africana e afro-brasileira, com o intuito de contribuir com alternativas para a incorporação dessa temática na prática pedagógica, que passou a ser obrigatória nos currículos de educação básica e nos cursos de licenciatura a partir das leis 10.639/03 e 11.645/08 e das Diretrizes Curriculares para as Licenciaturas. Um dos objetivos é mapear como é feita hoje a incorporação dessa temática e propor novos olhares. Constará de estudos sobre a produção científica acerca do uso dessa literatura nas escolas de educação básica e a organização de grupos de estudos para análise do material coletado, envolvendo os professores de Ensino Médio, os alunos bolsistas e os professores convidados das licenciaturas das FIC.
LETRAS – INGLÊS
5 bolsistas, orientados pela professora Renata de Souza Gomes, no Instituto de Educação Sarah Kubitschek.
Ações: Observação, por parte dos bolsistas, do trabalho desenvolvido pelos professores de língua inglesa em sala de aula, com o objetivo de identificar pontos fortes e pontos fracos no ensino e na aprendizagem, e a seguir promover reflexões, análises e debates sobre os métodos empregados. Numa etapa seguinte, a partir dessa interação, haverá a elaboração de materiais didáticos em língua inglesa a serem utilizados ao longo do projeto, que visa a estreitar os laços entre os estudos acadêmicos e a vivência em sala de aula, contribuindo para promover uma prática de ensino mais reflexiva e transformadora. O foco estará nas diferentes habilidades linguísticas, como a fala, a escrita e a compreensão auditiva e de leitura.
5 bolsistas, orientados pela professora Renata de Souza Gomes, no Instituto de Educação Sarah Kubitschek.
Ações: Observação, por parte dos bolsistas, do trabalho desenvolvido pelos professores de língua inglesa em sala de aula, com o objetivo de identificar pontos fortes e pontos fracos no ensino e na aprendizagem, e a seguir promover reflexões, análises e debates sobre os métodos empregados. Numa etapa seguinte, a partir dessa interação, haverá a elaboração de materiais didáticos em língua inglesa a serem utilizados ao longo do projeto, que visa a estreitar os laços entre os estudos acadêmicos e a vivência em sala de aula, contribuindo para promover uma prática de ensino mais reflexiva e transformadora. O foco estará nas diferentes habilidades linguísticas, como a fala, a escrita e a compreensão auditiva e de leitura.
LETRAS – PORTUGUÊS
25 bolsistas, orientados pelos professores Arlene da Fonseca Figueira e Erivelto Reis, na Escola Municipal Euclides da Cunha.
Ações: A partir da identificação das principais dificuldades de leitura apresentadas pelos estudantes, estimular a prática de leitura de textos de diferentes gêneros literários (poesia, conto, crônica, romance), por meio de oficinas e integração no projeto “Produção de acervo de áudio: ações para o letramento literário”, que constará da gravação de CDs com textos literários em domínio público, selecionados a partir de pesquisa, para o uso em atividades de letramento literário. Os bolsistas trabalharão com os alunos não somente a parte literária, mas também a desinibição, estimulando que emprestem suas vozes para o registro em áudio das histórias. No final, será gravada uma série de CDs, que serão disponibilizados para instituições que apoiam cegos e também compartilhados nas redes.
25 bolsistas, orientados pelos professores Arlene da Fonseca Figueira e Erivelto Reis, na Escola Municipal Euclides da Cunha.
Ações: A partir da identificação das principais dificuldades de leitura apresentadas pelos estudantes, estimular a prática de leitura de textos de diferentes gêneros literários (poesia, conto, crônica, romance), por meio de oficinas e integração no projeto “Produção de acervo de áudio: ações para o letramento literário”, que constará da gravação de CDs com textos literários em domínio público, selecionados a partir de pesquisa, para o uso em atividades de letramento literário. Os bolsistas trabalharão com os alunos não somente a parte literária, mas também a desinibição, estimulando que emprestem suas vozes para o registro em áudio das histórias. No final, será gravada uma série de CDs, que serão disponibilizados para instituições que apoiam cegos e também compartilhados nas redes.
MATEMÁTICA
30 bolsistas, orientados pelos professores Alzir Fourny Marinhos e Gabriela dos Santos Barbosa, na Escola Municipal Baltazar Lisboa.
Ações: Na primeira etapa, analisar os históricos escolares de alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental para identificar os que se encontram em situação de distorção idade/série e verificar quais as principais dificuldades enfrentadas por eles com relação às quatro operações com números naturais. A partir desse diagnóstico, os bolsistas desenvolverão, sob supervisão de seus orientadores, materiais didáticos manipuláveis a serem utilizados em atividades que possam auxiliar no melhor desenvolvimento cognitivo dos alunos. Esses materiais ficarão depois disponíveis no laboratório para uso nos processos de ensino e aprendizagem dos conceitos associados às quatro operações.
30 bolsistas, orientados pelos professores Alzir Fourny Marinhos e Gabriela dos Santos Barbosa, na Escola Municipal Baltazar Lisboa.
Ações: Na primeira etapa, analisar os históricos escolares de alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental para identificar os que se encontram em situação de distorção idade/série e verificar quais as principais dificuldades enfrentadas por eles com relação às quatro operações com números naturais. A partir desse diagnóstico, os bolsistas desenvolverão, sob supervisão de seus orientadores, materiais didáticos manipuláveis a serem utilizados em atividades que possam auxiliar no melhor desenvolvimento cognitivo dos alunos. Esses materiais ficarão depois disponíveis no laboratório para uso nos processos de ensino e aprendizagem dos conceitos associados às quatro operações.
PEDAGOGIA
30 bolsistas, orientados pelos professores Luiza Alves Ribeiro e Marco Antônio Chaves, nas Escolas Municipais Collechio e Eusébio de Queiroz.
Ações: Trabalhar a alfabetização e o letramento de alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, por meio de contos, parlendas, cantigas de roda, quadrinhos e outros elementos da cultura popular. Serão promovidas oficinas de leituras de textos para os bolsistas e os professores regentes. Os bolsistas participarão ainda das demais atividades da escola, como administração, avaliação e planejamento, para ter uma visão global das funções do pedagogo. Eles se dividirão entre duas escolas de características bem diferentes (tamanho, quantidade de turmas etc.) e depois trocarão de posição, para que possam perceber pontos altos e pontos fracos de cada modelo. Ao fim do projeto serão editados livros com a produção textual dos alunos, para futuro uso em alfabetização e letramento.
30 bolsistas, orientados pelos professores Luiza Alves Ribeiro e Marco Antônio Chaves, nas Escolas Municipais Collechio e Eusébio de Queiroz.
Ações: Trabalhar a alfabetização e o letramento de alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, por meio de contos, parlendas, cantigas de roda, quadrinhos e outros elementos da cultura popular. Serão promovidas oficinas de leituras de textos para os bolsistas e os professores regentes. Os bolsistas participarão ainda das demais atividades da escola, como administração, avaliação e planejamento, para ter uma visão global das funções do pedagogo. Eles se dividirão entre duas escolas de características bem diferentes (tamanho, quantidade de turmas etc.) e depois trocarão de posição, para que possam perceber pontos altos e pontos fracos de cada modelo. Ao fim do projeto serão editados livros com a produção textual dos alunos, para futuro uso em alfabetização e letramento.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
FEUC lança ‘Portal ENADE’ e ‘Bolsa Mérito’
FEUC lança ‘Portal ENADE’ e ‘Bolsa Mérito’
fev. 05 carousel, FIC, MUNDO FEUC sem comentários
Site da instituição agora tem uma área exclusiva para o ENADE; estudantes que obtiverem maior nota no exame terão direito a bolsa de estudos para a Pós-Graduação
Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br
emfoco@feuc.br
O ano de 2014 trouxe novidades para os estudantes das FIC: o portal da instituição está com uma área dedicada ao Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). O espaço ainda está em construção, mas o internauta já pode conferir informações a respeito da avaliação e baixar provas e gabarito de edições anteriores. Em breve, será possível fazer simulados online, conferir versões das provas comentadas pelos professores da FEUC e obter orientações para o exame. Para acessar o Portal ENADE, basta entrar no sitewww.feuc.br, posicionar o cursor do mouse sobre a aba “Principal” e clicar em “ENADE” na lista de opções que abrir.
Com algumas partes ainda em construção, ‘Portal ENADE’ está disponível no site da FEUC.
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
O coordenador Acadêmico das FIC e da Comissão Própria de Avaliação (CPA), professor Valdemar Ferreira da Silva, explica o objetivo de criar o espaço no portal da FEUC: “No ano passado, começamos a planejar um local para organizar todas as informações sobre o ENADE. Tivemos a ideia de criar o portal a fim de que ele se tornasse uma referência para nossos alunos e professores sobre o assunto, e esperamos muitos acessos”, afirma Valdemar.
O professor também deixa claro que a página na internet vem ao encontro da necessidade de mostrar a importância do exame ao estudante: “Queremos dar mais visibilidade à prova. Na medida em que a gente mostra sua importância, divulga as datas das provas, o porquê de não perdê-la e quais as consequências disso, o estudante não corre o risco de ter informações desencontradas”, ressalta ele.
Bolsa Mérito
Outra novidade neste ano é a “Bolsa Mérito”, uma bolsa de estudos integral para qualquer curso da Pós-Graduação da FEUC. Terá direito a ela o estudante que obtiver a nota mais alta no ENADE dentre os alunos do seu curso. Enquadram-se no benefício os cursos que tiverem conceito igual ou superior a três.
A Bolsa Mérito passará a valer a partir do próximo ENADE, que acontece em novembro deste ano. O resultado sairá no segundo semestre de 2015, e a faculdade receberá um relatório com informações sobre o desempenho dos estudantes e a maior nota do aluno por curso. Assim que esse relatório for disponibilizado à instituição, os estudantes poderão apresentar o boletim do ENADE para compararem suas notas com a maior nota do curso, a fim de saber quem será o contemplado com a bolsa.
“O governo exige presença do aluno no exame, mas não há nenhuma contrapartida dele como forma de premiar os estudantes. A FEUC criou essa bolsa justamente para estimular o aluno a fazer a prova e concorrer ao benefício”, destaca Valdemar.
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