segunda-feira, 10 de março de 2014

A Educação Brasileira em Números

Enviado por Demétrio Weber -
26.2.2014
 |
15h11m

Veja os números do Censo da Educação Básica 2013


Números podem ser chatos, mas contam a história como ninguém.

Seguem os dados da educação básica no Brasil:

- Total de matrículas (da creche à educação de jovens e adultos):
2007: 53.028.928
2012: 50.545.050
2013: 50.042.448
Variação de 2012 para 2013: - 1%

- Creches
2007: 1.579.581
2012: 2.540.791
2013: 2.730.119
Variação de 2012 para 2013: + 7%

- Pré-escola
2007*: 4.930.287
2012: 4.754.721
2013: 4.860.481
Variação de 2012 para 2013: + 2,2%

- Ensino fundamental:
Anos iniciais (do 1.º ao 5.º ano)
2007: 17.782.368
2012: 16.016.030
2013: 15.764.926
Variação de 2012 para 2013: - 1,5%

Anos finais (do 6.º ao 9.º ano)
2007: 14.339.905
2012: 13.686.468
2013: 13.304.355
Variação de 2012 para 2013: - 2,8%

- Educação integral no ensino fundamental
2010: 1.327.129
2012: 2.184.079
2013: 3.171.638
Variação de 2012 para 2013: + 45,2%

- Ensino médio
2007: 8.369.369
2012: 8.376.852
2013: 8.312.815
Variação de 2012 para 2013: - 0,7%

- Educação profissional (técnico de nível médio)
2007: 780.162
2012: 1.362.200
2013: 1.441.051
Variação de 2012 para 2013: + 5,7%

- Educação de jovens e adultos
Nível fundamental
2007: 3.367.032
2012: 2.561.013
2013: 2.447.792
Variação de 2012 para 2013: - 4,4%

Nível médio
2007: 1.618.306
2012: 1.345.864
2013: 1.324.878
Variação de 2012 para 2013: - 1,5%

* O dado de 2007 inclui crianças de 6 anos.
Fonte: Censo da Educação Básica 2013 do Inep/MEC.

Literatura e ignorância - José Castello

Enviado por José Castello -
27.2.2014
 |
16h55m

Literatura e ignorância


José Castello

          Volta-me, de repente, a célebre sentença do poeta alemão Friedrich Hölderlin: "O homem é um deus quando sonha e um mendigo quando pensa". Ela me adverte a respeito da arrogância. Da importância de dizer, saber dizer "não sei", "não consigo entender", "estou perplexo". Ela nos aponta para os dolorosos limites do saber. Vão no qual a literatura _ que é sonho _ se acomoda, não para explicar, ou dar uma solução, mas para alargar o campo fértil da dúvida.

          Lembranças, soltas, incoerentes, me tomam. Recordo aqui de uma das visitas que fiz a Hilda Hilst em sua Casa do Sol, sítio na periferia de Campinas em que se isolou do mundo. Levou- me à cozinha. Enquanto eu tomava uma inocente cerveja, ela se garrava, com força e fé, a uma garrafa de uísque, que saboreou puro e sem gelo. "Sabe por que me apego ao uísque?", me perguntou de repente. "Porque ele me faz esquecer. Esquecer que não sei". 

          Naquele fim de manhã, quente e luminosa, conversamos justamente sobre isso: como é difícil aceitar que não sabemos; como é doloroso encarar as fronteiras de novo pequeno saber; como é importante considerar que, mesmo quando sabemos, ainda sabemos muito pouco. Falamos então sobre a literatura que, despida de arrogância, se 
acomoda nesse vão da ignorância para dele fazer uma terra fértil. A literatura que é feita daquilo que não sabemos. Que os escritores praticam não para mostrar o que sabem, mas para mostrar o que não sabem. (Estarei relembrando o real, ou apenas um sonho que produzi para encobrir meu esquecimento do real?)

          Por isso, sempre me assusto quando encontro especialistas cheios de si, que se julgam senhores de suas ideias, que acreditam manejar como frieza e brilho as estruturas de seu miserável saber. Que não suportam a ideia de um saber miserável. Inútil? Não. É o que temos. Muito útil portanto, mas ainda assim miserável, insuficiente, cheio de lacunas e de falhas. Parcial e humano. 

          Em tudo isso, a literatura, que é pura ronda delicada em torno da verdade, nos leva a pensar. Como sabemos pouco. Quantos são os caminhos à nossa disposição que nunca consideramos percorrer. Como é impossível saber tudo e, portanto, como são necessárias prudência e delicadeza no manejo de qualquer saber. Mesmo no manejo da literatura que, dizia Hölderlin, é antes de tudo sonho e, portanto, é pura fragilidade também.

Texto escrito pelo Professor Marcos Pasche da FEUC publicado no Caderno Prosa e Verso de 08 de março de 2014

Texto escrito pelo Professor Marcos Pasche da FEUC
Caderno Prosa e Verso de 08 de março de 2014

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Um poema de Primitivo Paes para desejar a todos um "Feliz Natal!"

O NATAL

Primitivo Paes


Eu quero um Natal bonito,
Com festa, muita alegria,
Com bolo, nozes, castanha,
Natal sem hipocrisia,
Sem fome, sem desemprego,
Sem crianças marginais,
Família com mesa farta,
Filhos em torno dos pais.

Quero ver o Betinho
Dando comida para o povo,
Eu sei que ele foi embora...
Quero que volte de novo!

Quero ver os três reis magos,
Na nova festa dos reis,
Distribuindo presentes
Dos quais eu jamais ganhei...
Porque fui menino pobre
Flagelado, tão carente.
Tomara que surja no céu
Nova Estrela do Oriente!

Quero ver a humanidade
Alegre, se dando as mãos,
Formando uma ciranda
Em torno do mundo inteiro
Contra a guerra, pela paz,
Dizendo: "Feliz Natal!"

Nessa grande emoção,
É esse o Natal que eu quero
Dentro do meu coração.


Feliz Natal!

Aluno do 6º período de Inglês - manhã - do Curso de Letras das FIC atua como tradutor em Eventos Internacionais

Fonte: http://www.feuc.br/revista/index.php/2013/12/profissao-vai-e-vem-entre-linguas/


Profissão: ‘vai e vem entre línguas’


Uma breve história de um jovem que já coleciona grandes experiências
Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br
André de Oliveira Nascimento tem 21 anos, cursa o 6º período de Letras/Inglês na FEUC e já tem em seu currículo profissional grandes experiências e histórias para contar.
Fã de Nicholas Sparks, o jovem já atuou ao lado do escritor americano na Bienal do Rio.(Foto: Arquivo Pessoal)
Fã de Nicholas Sparks, o jovem já atuou ao lado do escritor americano na Bienal do Rio.
(Foto: Arquivo Pessoal)
O estudante trabalha como intérprete e tradutor da língua inglesa para algumas empresas do ramo, e seu último orgulho de atuação foi ao lado do romancista estadunidense Nicholas Sparks, escritor de obras famosas como “Querido John” (2007) e “A última música” (2009). Sparks veio ao Brasil em agosto, para a Bienal do Rio, e André foi escalado para fazer a tradução simultânea das falas do escritor para o público do evento.
“Os primeiros livros que eu lia em inglês eram dele. E, então, estava vendo ele ali, ao vivo”, diz André. “Foi uma sensação muito interessante, e traduzir outras pessoas não foi tão especial quanto ele”, revela.
André Nascimento é aluno de Letras/Inglês e trabalha como tradutor simultâneo. (Foto: Arquivo Pessoal)
André Nascimento é aluno de Letras/Inglês e trabalha como tradutor simultâneo. (Foto: Arquivo Pessoal)
André também já fez o processo contrário de tradução – do português para o inglês – de outras personalidades como o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o cantor Gilberto Gil, além de ter sido intérprete em outros grandes eventos, como a Rio+20.
Para poder ingressar neste universo do vai e vem entre as duas línguas, o estudante explica que é necessário conhecer bem os idiomas: “Comecei a estudar inglês com 10 anos, e traduzia pregadores estrangeiros em minha igreja”, conta André. “Passei a gostar disso e fiz um curso de tradução e interpretação para dominar as técnicas. Depois, entrei na graduação para aprender mais a fundo a gramática e a literatura inglesas e poder seguir com a carreira, que eu vejo como uma vocação de poder ajudar o próximo”, ressalta o estudante.

DEFESAS DE MONOGRAFIA MOVIMENTAM O FIM DO SEMESTRE NO CURSO DE LETRAS DAS FIC

DEFESAS DE MONOGRAFIA MOVIMENTAM O FIM DO SEMESTRE
NO CURSO DE LETRAS DAS FIC

                As Coordenadoras do Curso de Letras das FIC Profª. Arlene da Fonseca Figueira e Profª. Renata Gomes há bastante tempo têm se dedicado a organizar o calendário de Defesa de Monografias do Curso de Letras das FIC. E, no ano de 2013, especialmente no segundo semestre, esse objetivo tem sido plenamente atingido.
                Desde a última semana de novembro e até o último dia letivo, em dezembro, os alunos e alunas do Curso de Letras, nas habilitações Português/Espanhol, Português/Literaturas, Português/Inglês, têm apresentado o resultado de suas pesquisas.
As defesas/apresentações dos trabalhos monográficos são uma etapa muito importante para a demonstração pública e para a consolidação do processo de amadurecimento acadêmico dos nossos alunos e estão cada vez mais prestigiadas e frequentadas pelo corpo discente, graças à qualidade dos trabalhos e das orientações promovidas pelos professores do Curso de Letras e ao empenho da Coordenação do Curso de Letras das FIC, através de suas Coordenadoras, professoras Arlene e Renata, e do Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes, em organizar um calendário e divulgá-lo, com a maior antecedência possível, através de um mural afixado no pátio da Instituição.
Deve-se destacar que a defesa/apresentação de monografia vale como horas de atividade complementar, produz um certificado para o aluno que a apresenta e que é um momento de congraçamento que coroa a trajetória do aluno empenhado em desenvolver sua pesquisa e, possivelmente, amadurecê-la para a pós-graduação e/ou para o mestrado e que é um ato público que pode e deve ser assistido por alunos da Graduação do Curso de Letras e de outros cursos também. Até mesmo, para servir como laboratório ou para desmistificar a ideia de que apresentar a monografia seria muito difícil.
A defesa de monografia é uma grande oportunidade para que outras pessoas, além do avaliador, possam conhecer o teor dos temas desenvolvidos e pesquisados pelos alunos de Letras, seja no eixo temático da Linguística aplicada ao Ensino, seja no eixo de Estudos Literários. Vale destacar que muitos ex-alunos das FIC, a partir de suas apresentações e dos resultados de suas pesquisas, têm buscado redimensionar e aprofundar seus estudos em Cursos de Especialização (aproximadamente um ano de duração) e Mestrado (de dois a dois anos e meio), se utilizando como base para projetos e pré-projetos das colocações feitas pela banca avaliadora para o desdobramento de suas pesquisas. Então, mãos à obra.

Mais informações sobre as linhas de pesquisa dos professores do Curso de Letras das FIC ou sobre Defesa/apresentação de monografias podem ser obtidas no Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes das FIC – Prédio A, Corredor Central, Sala Poeta Primitivo Paes – com os professores Marcos Pasche e Erivelto Reis durante os plantões do Núcleo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

NEL PROMOVE IDA DOS ALUNOS DE LETRAS DO 2º AO 7º PERÍODOS AO TEATRO

Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2013

     O Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes, da Coordenação do Curso de Letras da FEUC (FIC/RJ), promoveu a ida de seus alunos dos turnos da manhã e da noite ao Teatro do Shopping São Conrado Fashion Mall para assistirem a peça "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", monólogo apresentado pela atriz Beth Goulart, que já contabilizou mais de 700.000 espectadores ao longo de cinco anos em cartaz.
     O projeto "Hoje é Dia de Teatro", criado pelo Prof. Ms. Erivelto Reis, ocorre há pelo menos 3 anos e, sempre no segundo semestre de cada ano, busca aproximar a vida acadêmica do universo da arte teatral. Neste ano, o projeto contou com a participação dos alunos monitores do 3º período do Curso de Português/Inglês na Disciplina Gêneros Literários do turno da noite: Maria Celeste, Nilson, Carlos e Luciano, que participaram de todas as etapas do desenvolvimento da atividade.
    O espetáculo foi escolhido pelos alunos e mais de 60 pessoas aderiram ao projeto que disponibilizou um quantitativo de vagas distribuídas proporcionalmente entre as turmas, entre alunos, professores e funcionários puderam se emocionar com o monólogo apresentado. Ao final do espetáculo, informada da presença dos alunos das FIC, a atriz fez um breve pronunciamento em favor da Cultura, da Arte e da Educação e destacou a importância da valorização dos professores.
     Os alunos se mostraram muito entusiasmados e bem dispostos e, depois do espetáculo, muitos se declararam emocionados e mais motivados ainda a buscar, através da integração entre a pesquisa acadêmica e a arte, os seus objetivos pessoais e profissionais.
     A seguir, algumas fotos do evento: