terça-feira, 5 de novembro de 2013

Linhas de Pesquisa dos Professores do Curso de Letras 2013.2

LINHAS DE PESQUISA - 2013.2

PROFESSORES DO CURSO DE LETRAS 
FACULDADES INTEGRADAS CAMPO-GRANDENSES (FIC/RJ)





Profª.  Drª. Arlene da Fonseca Figueira  
Coordenadora do Curso de Letras das FIC

Doutora em Letras (Estudos Linguísticos), pela Universidade Federal Fluminense (2005), Mestre em Letras (Língua Portuguesa), pela Universidade Federal Fluminense (2000) , Especialista em Língua Portuguesa (1989), pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande e Licenciada em Letras (Português-Literaturas), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1983). Atualmente é Diretora de Ensino da Fundação Educacional Unificada Campograndense, professora e coordenadora do Curso de Letras das Faculdades Integradas Campo-grandenses (FIC/RJ). É, também, Professora I - Língua Portuguesa - da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - Secretaria Municipal de Educação . Experiência em coordenação de curso superior e nas áreas de ensino de Lingüística, Língua Portuguesa , Estágio Orientado, Didática do Ensino de Português e Literaturas e Prática de Ensino de Língua Portuguesa e Literaturas, com ênfase em Linguística e Língua Portuguesa.


Coordenadora do Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes (NEL)



TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES:  Linguística Aplicada ao Ensino
Temas de interesse para pesquisa: Reflexão sobre o livro didático em português; Práticas de leitura e de produção de texto.

Projeto de pesquisa: Núcleo de Estudos da Linguagem (Coordenação).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

DIONISIO, Ângela Paiva, MACHADO, Anna Rachel e BEZERRA, Maria Auxiliadora. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro; Lucerna, 2002.

KLEIMAN, Ângela B. Oficina de leitura. 7. ed. Campinas, SP: Pontes, 2000.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE LÍNGUA PORTUGUESA. Terceiro e Quarto Ciclos. Ensino Médio, Brasília: MED/SEF.


 Prof.ª Ms. Renata De Souza Gomes 
(Doutorado em curso)
Vice-Coordenadora do Curso de Letras das FIC


        Doutoranda em Lingüística Aplicada pela UFRJ (2009). Mestre em Interdisciplinar de Lingüística Aplicada - UFRJ. Tem graduação e licenciatura em Letras Português Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-Graduada em Supervisão Escolar (UGF). Experiência nas áreas de educação para jovens e adultos, ensino de língua e literaturas de língua inglesa. Atua principalmente nos seguintes temas: ensino de literaturas de língua inglesa,e ensino- aprendizagem de inglês como segunda língua. 



TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES: 

Ensino de literaturas de língua inglesa;
Ensino-aprendizagem de inglês como segunda língua;

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Como sugestão de bibliografia recomendo o livro The Canterbury Tales - Geoffrey Chaucer. De preferência, a tradução da obra: Os Contos da Cantuária. Esse livro é essencial para Cultura Literária Anglo-Americana.

QUIRK, R. & GREENBAUM, S. A Student’s Grammar of the English Language. Harlow, Essex:Longman, 1995.

HARMER, J. The Practice of English Language Teaching. Cambridge: Pearson Longman, 2007.

THORNBURY, S. About Language –Tasks for teachers of English. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.


Profª. Drª. Claudia Atanazio Valentim


Possui graduação em Letras, Português/Literatura, pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande (1990); mestrado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998) e doutorado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professor adjunto da Faculdades Integradas Campo-Grandenses e professor I, Língua Portuguesa, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: narrativa portuguesa contemporânea, literatura medieval, literatura portuguesa século XX, teatro, romance epistolar. Na Educação Fundamental, atua com o 2º segmento e é Professor Regente de Sala de Leitura.


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES -  Linha de pesquisa: Estudos Literários.

Temas de interesse para pesquisa: Literatura Portuguesa: da Idade Média ao Modernismo.
Literatura Brasileira - Modernismo e Pós-modernismo


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Conversar com a professora.


Prof. Dr. Valmir Miranda de Oliveira

Possui graduação em Letras: Português / Francês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995), mestrado em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002) e doutorado em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2010). Atualmente é professor adjunto das Faculdades Integradas Campo-Grandenses - FEUC e professor 1 da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Língua Francesa, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura brasileira, língua e literatura francesas, metodologia da pesquisa e elaboração de projeto de pesquisa.


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Estudos Literários.

Temas de interesse para pesquisa: O século XX na literatura do Ocidente: vanguardas europeias, literatura engajada, relação entre literatura e conhecimento, a cidade como palco da literatura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BUENO, André. Vanguardas e vidas nas cidades modernas. In: Rev. Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, out./ dez., 1996.

CHÉNIEUX-GENDRON, Jacqueline. O surrealismo. Tradução: Mário Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

GOMES, Renato Cordeiro. Todas as cidades, a cidade: literatura e experiência urbana. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

SARTRE, Jean-Paul. Que é a literatura? São Paulo: Atica, 1989.


Prof. Esp. Carlos César Araújo da Silva

Possui formação em Ensino Religioso / Teologia - Doutrina pela Escola Mater Ecclesiae (2004) e graduação em Letras - Português / Espanhol pela Fundação Educacional Unificada Campograndense (2002). Atualmente é professor universitário das Faculdades Integradas Campo-grandenses, professor - Kit Idiomas, professor / educação básica - Colégio de Aplicação Emmanuel Leontsinis e professor - Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Ensino Religioso. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa, Língua Espanhola e Literaturas. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior.


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

Temas de interesse para pesquisa: 
Ensino da Língua Espanhola. Leitura em sala de aula: da teoria à prática. A Importância da Linguística na Formação de leitores críticos e participativos. A Importância da Poesia na Formação do Leitor. Utilização da Gramática Tradicional e sua Metodologia de Ensino. A leitura, a televisão e a prática em sala de aula no olhar dos adolescentes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALVAR, M. & A.M.P.; POTTIER, B. Morfología histórica del español. Madri: Gredos, 1983.

ALVES, I. M. Neologismo: criação lexical. Rio de Janeiro: Ática, 1990.

BARBOSA, M. A. Léxico, produção e criatividade. Processos do neologismo. 2 ed. São Paulo: Global,1990.

BASÍLIO, M. Estruturas lexicais do português. Petrópolis: Vozes,1980.


Prof. Dr. Adriano Oliveira Santos

Doutor em Estudos Linguagem (área de concentração: Linguística) pela UFF. Mestre em Letras (Língua Portuguesa) pela UFF. Graduado em Letras (Português/Espanhol) pela Fundação Educacional Unificada Campograndense (2006). Professor de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, IFRJ; professor de disciplinas de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro; e professor de disciplinas de Língua Espanhola e Portuguesa das Faculdades Integradas Campo-Grandenses, FEUC/FIC. Atualmente, é 2 tesoureiro da Associação de Professores de Português para Estrangeiros do Rio de Janeiro (APLE-RJ). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa (língua materna e para estrangeiros) e Espanhola, atuando principalmente nos seguintes temas: Análise do Discurso(Semiolinguística), Semântica/Pragmática; Linguística Textual; Representações Sociais; Discurso publicitário; Discurso jornalístico.

       
TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

Temas de interesse para pesquisa: 
Estrutura e funcionamento da língua: semâtica; estudos de variação linguística. Ensino/aprendizagem de português língua materna; Ensino/aprendizagem de português língua estrangeira; Teoria e prática do texto; Análise do Discurso; Análise da Interação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ANTUNES, I. Língua, texto e ensino. São Paulo: Parábola, 2009.

CHARAUDEAU. P.; MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006.

EGGS, E. Ethos aristotélico, convicção e pragmática moderna. In: AMOSSY, R. (Org.). Imagens de si no discurso. São Paulo: Contexto, 2005.



Profª. Ms. Ana Lúcia de Oliveira Cruz 

Possui graduação em Letras pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande(1990), especialização em Pós Graduação em Letras Vernáculas pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande(1995) e mestrado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(2009). Atualmente é Professor assistente da Faculdades Integradas Campograndenses (FIC/RJ). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa.


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

Temas de interesse para pesquisa: Pragmática / Sintaxe / Morfologia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com a professora.



Prof. Ms. Erivelto da Silva Reis


Professor, Poeta, Escritor, Cronista e Produtor Cultural. Graduado em Letras - Português/Literaturas pelas Faculdades Integradas Campo-grandenses - Rio de Janeiro. Pós-graduado em Estudos Literários pelas Faculdades Integradas Campo-grandenses - Rio de Janeiro. Pós-graduado em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa Contemporânea pela Faculdade de Letras da UFRJ. Professor participante do Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes do Curso de Letras das FIC/RJ. Professor de Literatura das Faculdades Integradas Campo-grandenses. Professor do Curso de Pós-graduação em Estudos Literários das Faculdades Integradas Campo-grandenses, Rio de Janeiro.


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Estudos Literários.

Temas de interesse para pesquisa: A metaliteratura presente nos textos. Processo semiótico de produção textual. A crônica como gênero literário e textual. Literatura Portuguesa Contemporânea. A crônica e os contos africanos em Língua Portuguesa.

Projeto de pesquisa: Núcleo de Estudos da Linguagem (membro).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

LEJEUNE, Philippe. O Pacto autobiográfio: de Rosseau à internet. Jovita Maria Gerheim Noronha (Org.). Tradução de Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: ed. Humanitas / UFMG, 2008.

REIS, Erivelto. Quando o código é o assunto: a metaliteratura nas crônicas “Gramática” de Luis Fernando Veríssimo e “O Mistério Da Poesia” de Rubem Braga. Rio de Janeiro: FEUC/FIC, 2009.

SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Organização e introdução). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

SCHOLLHAMMER, Karl Erick. Além do visível: o olhar da literatura. Rio de Janeiro: 7 letras, 2007.



 Prof. Dr. José Ricardo Dordron de Pinho

Possui graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994), mestrado em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002), doutorado em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e aperfeicoamento em Metodologias de pesquisa em Língua e Literatura Es pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995) . Atualmente é Professor I da Secretaria Municipal de Educação - RJ, Professor do Fundação Educacional Unificada Campograndense e Professor do Colégio Pedro II. Tem experiência na área de Letras , com ênfase em Língua Espanhola. Atuando principalmente nos seguintes temas: F0, entoação, espanhol do Chile, espanhol da Espanha, frequência fundamental.


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

Temas de interesse para pesquisa: Estrutura das línguas espanhola e portuguesa. Práticas pedagógicas no ensino de língua espanhola e de língua portuguesa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALONSO, Ensina. ¿Cómo ser profesor/a y querer seguir siéndolo? Edelsa: Madrid,1995.

BATISTA, Antônio Augusto G. Aula de português. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

LAPESA, Rafael. Historia de la lengua española. Madrid: Gredos, 1999.

PERINI, Mário A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 2006.


Profª. Esp. Lorelaine Saurina Machado Pace
(Mestrado em curso)

Mestranda em Estudos de Linguagem com ênfase em Teorias do Texto, do Discurso e da Interação - pela Universidade Federeal Fluminense - UFF; Especialista em Língua Portuguesa - pelas Faculdades Integradas Campo-Grandenses (2008), graduada em Letras português / espanhol - pela Fundação Educacional Unificada Campograndense (2007). Atualmente, é docente das Faculdades Integradas Campo-Grandenses e da Rede Pública de Ensino do Rio de Janeiro, Coordenadora de Estágios e Mercado de Trabalho das FIC. Tem experiência na área de Linguística e Língua Portuguesa.


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

Temas de interesse para pesquisa: A elaboração da face e a teoria da polidez; Os gêneros textuais como ações sócio-discursivas; A interação discursiva em ambientes virtuais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CHARAUDEAU, P. (Org.). Linguagem e discurso: modos de organização. São Paulo: Contexto, 2008.

 _______. MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006.

GOFFMAN, E. A elaboração da Face: uma análise dos elementos rituais da interação social. In: FIGUEIRA, S.A. (Org.). Psicanálise e Ciências Sociais. RJ: Francisco Alves, 1980.

KERBRAT-ORECCHIONI, C. Os atos de linguagem no discurso: teoria e funcionamento. Niterói: EdUFF, 2005.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In: KARWOSKI, A.M. et al. Gêneros textuais: reflexões e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2006.

 _______. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A. P. et. al. (orgs.). Gêneros textuais e ensino. 5. ed. São Paulo: Lucerna, 2007.

 _______. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.



Profª. Drª. Lia Santos de Oliveira Martins


Experiência na área de Letras, com ênfase em Psicolinguística, Aquisição da Linguagem (AL) e estudos sobre o Déficit Específico da Linguagem (DEL). Apresenta graduação em Letras (Português-Literaturas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-1983), especialização em Linguística Teórica pela Fundação Educacional Unificada Campograndense (FEUC-1986), mestrado em Linguística e Filologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-1996) e doutorado em Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio - 2007). Experiência no magistério em nível de Ensino Fundamental, Ensino Médio, Graduação e Pós-Graduação Lato-Sensu. Atualmente, é professora D5 do Colégio Pedro II (CPII), atuando no Campus São Cristóvão III, onde leciona Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação. É professora adjunta da Fundação Educacional Unificada Campograndense - FEUC, onde leciona no Curso de Letras, estando à frente das disciplinas de Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Materna, Introdução aos Estudos Linguísticos, Linguística: Fonética e Fonologia, Linguística: Sintaxe e Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa. É professora titular do Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos-UniMSB, onde atua nos Cursos de Letras, Comunicação Social e Direito, lecionando as disciplinas de Língua Portuguesa: Morfossintaxe, Língua Portuguesa: Sintaxe, Produção Textual e Linguagem Jurídica. Atualmente, é coordenadora do curso de Letras do UniMSB, onde são oferecidas habilitações em Português-Literaturas e Português-Inglês e coordenadora do Curso de Pós-Graduação Lato-Sensu em Linguagem e Discurso na Atividade Profissional. Em estudos de Pós-graduação, trabalha com o módulo de Sintaxe. Orienta trabalhos monográficos de conclusão de curso de graduação e de pós-graduação. Orienta atividades de monitoria nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Linguística. Participa de Projeto de Iniciação Científica no UniMSB. Participa de grupos de estudos linguísticos - ABRALIN, GELNE, ASSEL, ALFAL.



TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

Temas de interesse para pesquisa:  Expressão de Pessoa do Discurso (Sintaxe);Variação Linguística; Morfossintaxe (tópicos gerais); Déficit Específico da Linguagem; Teoria de Língua - Gerativismo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com a professora.


Profª. Esp. Lucy Cristine de Abreu Julião

Pós-graduada em Docência do Ensino Superior pela FEUC. Licenciada em Português - Espanhol pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1989) e Bacharel em Português- Espanhol pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1988). Atualmente é professora de pós-graduação da Fundação Educacional Unificada Campograndense (CEPOPE/FIC), professora auxiliar de língua espanhola da Fundação Educacional Unificada Campograndense, professora docente-I de Língua Espanhola da Rede Estadual de Ensino, professora de Língua Espanhola do Colégio Bahiense (Unidade Barra), professora de Língua Espanhola do EM da Sociedade Campograndense de Ensino - Colégio Belisário dos Santos. Autora de material didático de Língua Espanhola (Ensino Fundamental II e 3ª série do Ensino Médio).

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4457552J9

TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

Temas de interesse para pesquisa:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com a professora.


Prof. Esp. Mauro Ferreira de Oliveira

Possui graduação em Graduação em Bacharelado em Letras Português Espan pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985). Atualmente é professor titular - Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, professor titular - Colégio Miguel Couto, professor - Sistema Educacional Momento Rede Mv1, professor do Centro de Educação e Cultura, professor titular - Colégio Nossa Senhora do Rosário, professor titular do Curso Miguel Couto e professor adjunto da Fundação Educacional Unificada Campograndense. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Letras.

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TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES:

Linha de Pesquisa: Estudos Literários e Linguística Aplicada ao Ensino

Temas de interesse: Literatura comparada. Universo Machadiano. Clarice Lispector: Universo Literário. A poética de Manuel Bandeira. A poética de Carlos Drummond de Andrade. MPB e Literatura; Compreensão leitora no ensino de Espanhol.O lúdico no ensino de Espanhol.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  Conversar com o professor.



 Profª. Ms. Norma Maria Jacinto da Silva

Professora das Faculdades Integradas Campo-Grandenses, da Faculdade Machado de Assis e CIEP Charles Perrault. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa, Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas. Mestre em Literaturas Portuguesa e Africanas. Especialista em Língua Portuguesa, Literaturas Portuguesa e Africanas.

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TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES - Linha de Pesquisa: Estudos Literários.

Temas de interesse para pesquisa:
Análise das estratégias de enunciação ficcional, empregadas por autores africanos, portugueses e brasileiros, no que tange ao exercício de recriação da memória, haja vista que os acontecimentos de outrora podem vir a ser convocados, de maneira fragmentada, de acordo com as necessidades do presente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CARVALHAL, Tânia Franco. Literatura comparada. 4. ed. Rio de Janeiro: Ática, 2004.

FIORIN, José Luiz; PETTER, Margarida (Orgs.) África no Brasil: a formação da língua portuguesa. São Paulo: Contex to, 2009.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. (Trad.) Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. (Trad.) Beatriz Sidou. São Paulo: Ed. Vértice, 1990.

LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas: Unicamp, 1990.

TEYSSIER, Paul. História da língua portuguesa. 3. ed. São Paulo: Martins fontes, 2007.


Profª. Esp. Simone Eschenazi Nicolas Villas-Bôas

Possui Especialização em Língua Inglesa (2009-2011) e graduação em Complementação Pedagógica em Língua Inglesa (2006) pela Fundação Educacional Unificada Campograndense. Atualmente é professora universitária da Fundação Educacional Unificada Campograndense, professora da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa e professora de língua inglesa na Escola Municipal Baronesa de Saavedra RJ, atuando principalmente nos seguintes temas: língua inglesa, tecnologia, aprendizagem e web 2.0.

Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4438684J6

TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES

Temas de interesse para pesquisa: Os recursos lúdicos e os temas transversais no ensino de língua estrangeira. A tecnologia e o ensino de língua estrangeira. Metodologias e abordagens utilizadas nas salas de aula de língua estrangeira.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

LEFFA, Vilson J. Metodologia do ensino de línguas. In: BOHN, H. I. & VANDRESEN, P. Tópicos em linguística aplicada: O ensino de línguas estrangeiras. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1988.

MAGALHÃES, M. C. C. (org.). A Formação do professor como um profissional reflexivo: linguagem e reflexão. Campinas: Mercado de Letras, 2002.

TEIXEIRA, Carlos E. J. A ludicidade na escola. São Paulo: Loyola, 1995.

Profª. Drª. Silvia Regina Neves da Silva


Possui graduação em Português-Espanhol pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande (1973), graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande (1976), especialização em Educação Brasileira pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande (1993), mestrado em Letras pela Universidade Federal Fluminense (2002), doutorado em Letras pela Universidade Federal Fluminense (2007) e ensino-médio-segundo-grau pelo Colégio Estadual Prof. Raja Gabaglia (1969). Atualmente é Professor Assistente da Faculdade de Filosofia de Campo Grande. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa. Atuando principalmente nos seguintes temas: cadeias referenciais, gêneros textuais, referenciação, progressão textual.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4709391P3

TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES:
Linha de pesquisa: Linguística Aplicada ao Ensino. 

Temas de interesse para pesquisa: cadeias referenciais, gêneros textuais, referenciação, progressão textual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com a professora.


Prof. Ms. Marcos Estevão Gomes Pasche
(Doutorado em andamento)

É bacharel e licenciado em Português-Literaturas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Mestre em Literatura Brasileira pela mesma mesma instituição, tendo realizado pesquisa sobre a poesia contemporânea do Brasil. Atualmente realiza o curso de Doutorado em Literatura Brasileira, também na UFRJ. Atuou como editor assistente da revista Confraria (de arte, literatura e pensamento), de produção e circulação binacional (Brasil e Portugal), e como editor adjunto da página virtual Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea, do setor de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da UFRJ. É crítico literário, autor do livro De Pedra e de Carne: artigos sobre autores vivos e outros nem tanto (2012). Leciona Literatura Brasileira, como professor substituto, na Faculdade de Letras da UFRJ, e atua como tutor à distância das disciplinas Literatura Brasileira e Teoria da Literatura no curso de Letras do consórcio Cederj, gerido pela UFF.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4237798H9


TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES:
Linha de pesquisa: Estudos Literários

Projeto de Pesquisa: Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes (NEL)

Temas de interesse: Literatura Brasileira - Crítica Literária - Literatura Comparada

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com o professor.


Profª. Ms. Simone Lima Caldas de Menezes

Possui graduação em Português e Inglês pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1995), pós-graduação em Língua Inglesa (2001) e mestrado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2004). Atualmente é professora assistente do Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos e da Fundação Educacional Unificada Campograndense. Também atua como professora do Ensino Fundamental e Médio no Colégio Nossa Senhora do Rosário, na SME e SEE. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4750739U0

TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES:

Linha de pesquisa: Estudos Literários/Linguística Aplicada ao Ensino

Temas de interesse: Línguas Estrangeiras Modernas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com a professora.


Profª. Drª. Ana Paula Tavares de Moraes Silva Cypriano

Possui graduação em Inglês-Literaturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1998) e mestrado em Letras pela Universidade Federal Fluminense (2003). É aluna de doutorado em Estudos da Linguagem na Universidade Federal Fluminense.

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TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES:

Linha de pesquisa: Estudos Literários/Linguística Aplicada ao Ensino

Temas de interesse: Linguística, Letras e Artes / Linguística Aplicada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com a professora.



Prof. Dr. Cícero César Sotero Batista

Bacharel licenciado em Literaturas e Inglês pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (1995). Especialista em Literaturas de Língua Inglesa (1997). Mestre em Semiologia e Doutor em Ciências Literárias pelo Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2010), Atualmente professor da FEUC - Fundação Educacional Unificada Campograndense - e das Redes Municipais de Educação do Rio de Janeiro e de de Nova Iguaçu.


http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4259758U8

TEMAS E ORIENTAÇÕES MAIS RECENTES:

Linha de pesquisa: Estudos Literários/Linguística Aplicada ao Ensino

Temas de interesse: Linguística, Letras e Artes / Linguística Aplicada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Conversar com o professor.

LITERATURA BRASILEIRA E CINEMA

Em homenagem ao Projeto Cine Letras em Debate, coordenado pela Profª. Ms. Renata Gomes, com a participação de diversos professores do Curso de Letras e a monitoria do aluno Flávio Oliveira, a equipe do Blog do Núcleo de Estudos da Linguagem Poeta Primitivo Paes do Curso de Letras das FIC reproduz trecho da listagem organizada por André Augusto Gazola, do Blog Lendo.org, que contém obras literárias que foram adaptadas para o cinema. Como dica: que tal escrever um artigo ou mesmo uma monografia sobre essa relação entre a Literatura e o Cinema?! 
Relação de Filmes e obras: 
    1. A Cartomante (2004) (baseado no conto de Machado de Assis)
    2. A Causa Secreta (1994) (adaptação do conto homônimo de Machado de Assis)
    3. A Dama da Lotação (1978) (da peça de Nelson Rodrigues)
    4. A Estrela Sobe (1974) (do livro homônimo de Marques Rebelo)
    5. A Falecida (1965) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)
    6. A Hora da Estrela (1985) (do livro de Clarice Lispector)
    7. A Hora e  Vez de Augusto Matraga (1965) (baseado na obra de João Guimarães Rosa)
    8. A Madona de Cedro (1968) (baseado no livro de Antônio Callado)
    9. A Máquina (baseado no livro homônimo de Adriana Falcão)
    10. A Marvada Carne (1985) (da obra de Carlos Alberto Sofredini)
    11. A Moreninha (1971) (da obra de Joaquim Manuel de Macedo)
    12. A Terceira margem do rio (1997) (baseado no livro “Primeiras Estórias”, de João Guimarães Rosa)
    13. A Vida dos Capitães de Areia (inspirado no livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado)
    14. Agosto (1993) (da obra de Rubem Fonseca)
    15. Ana Terra (1972) (da obra de Érico Veríssimo)
    16. As Confissões de Frei Abóbora (1971) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)
    17. As Meninas (1995) (da obra de Lygia Fagundes Telles)
    18. As Três Marias (da obra de Rachel de Queiroz)
    1. Azyllo muito Louco (1970) (adaptação livre do conto “O Alienista” de Machado de Assis)
    2. Boca de Ouro (1962) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)
    3. Bonitinha mas Ordinária (1981) (da peça de Nelson Rodrigues)
    4. Brás Cubas (1985) (do livro de Machado de Assis)
    5. Capitu (1968) (da personagem do livro “Dom Casmurro”; de Machado de Assis)
    6. Caramuru – a invenção do Brasil (2001) (do livro do Frei Santa Rita Durão)
    7. Cristo de Lama (1968) (do livro homônimo de João Felício dos Santos. Vida e obra de Aleijadinho, escultor barroco)
    8. Dom (2003) (inspirado em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis )
    9. Dona Flor e seus Dois Maridos (1976) (do livro de Jorge Amado)
    10. Engraçadinha (1981) (da obra de Nelson Rodrigues)
    11. Enigma para Demônios (1974) (baseado no conto “Flor, telefone, moça”; de Carlos Drummond de Andrade)
    12. Estrela Nua (1985) (baseado num conto de Clarice Lispector)
    13. Faca de Dois gumes (1989) (baseado num conto de Fernando Sabino)
    14. Feliz Ano Velho (1987) (do livro de Marcelo Rubens Paiva)
    15. Fogo Morto (1976) (baseado no livro de José Lins do Rego)
    16. Gabriela (1983) (do livro de Jorge Amado)
    17. Grande Sertão: Veredas (1964) (da obra de João Guimarães Rosa)
    18. Guerra de Canudos (1997) (com José Wilker) (inspirado na obra Os Sertões de Euclides da Cunha)
    19. Incidente em Antares (1994) (baseado obra de Érico Veríssimo)
    20. Inocência (1983) (do livro de Visconde de Taunay)
    21. Iracema, a Virgem dos lábios de mel (1979) (do livro de José de Alencar)
    22. Jorge, um Brasileiro (1989) (baseado no romance de Oswaldo França Jr.)
    23. Jubiabá (1983) (do livro de Jorge Amado)
    24. Kuarup (1988) (baseado no romance “Quarup” de Antônio Callado)
    25. Lavoura Arcaica (2001) (do livro de Raduan Nassar)
    26. Lição de Amor (1976) (baseado na obra “Amar, Verbo Intransitivo”, de Mário de Andrade)
    27. Lisbela e o Prisioneiro (2003) (da obra de Osman Lins)
    28. Lucíola, o Anjo pecador (1975) (do livro “Lucíola”, de José de Alencar)
    29. Luzia Homem (1984) (trechos do livro de Domingos Olímpio)
    30. Macunaíma (1969) (do livro de Mário de Andrade)
    31. Memorial de Maria Moura (1994) (do livro de Rachel de Queirós)
    32. Memórias do Cárcere (partes I e II) (1984) (do livro de Graciliano Ramos)
    33. Memórias Póstumas (2001) (da obra de Machado de Assis)
    34. Menino de Engenho (baseado no livro de José Lins do Rego)
    35. Meu Tio Matou um Cara (2005) (do livro de Jorge Furtado)
    36. Morte e Vida Severina e Quincas Berro D'Água (1977) (sobre o poema de João Cabral de Melo Neto e o livro “A Morte e a morte de Quincas Berro D'água”, de Jorge Amado)
    37. Navalha na Carne (1997) (da obra de Plínio Marcos)
    38. Noites do Sertão (1984) (da obra de João Guimarães Rosa)
    39. O Auto da Compadecida (2000) (da obra de Ariano Suassuna)
    40. O Beijo no Asfalto (1980) (da obra de Nelson Rodrigues)
    41. O Boca do Inferno (1974) (sobre o poeta baiano Gregório de Matos)
    42. O Bom Burguês (1982) (da obra de Oswaldo Caldeira)
    43. O Caçador de Esmeralda (1979) (sobre o poema de Olavo Bilac. História de Fernão Dias)
    44. O Casamento (1975) (apresentação Arnaldo Jabor. Baseado no romance de Nelson Rodrigues)
    45. O Corpo (2001) (baseado no conto de Clarice Lispector)
    46. O Cortiço (1978) (do livro de Aluísio Azevedo)
    47. O Grande Mentecapto (1989) (baseado no livro de Fernando Sabino)
    48. O Guarani (1996) (do livro de José de Alencar)
    49. O Homem Nu (1997) (da obra de Fernando Sabino)
    50. O Menino e o Vento (1966) (baseado no conto “O Iniciado do Vento”, de Aníbal Machado)
    51. O Meu Pé de Laranja Lima (1970) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)
    52. O Pagador de Promessas (1962) (da obra de Dias Gomes)
    53. O Saci (1953) (baseado na obra de Monteiro Lobato “Pica-Pau Amarelo”)
    54. O Seminarista (1977) (da obra de Bernardo Guimarães)
    55. O Sobrado (1956) (bas. na obra de Érico Veríssimo)
    56. O Tempo e o Vento (1985) (da obra de Érico Veríssimo)
    57. O Vestido (2003) (baseado no poema “O caso do vestido”, de Carlos Drummond de Andrade)
    58. O Xangô de Baker Street (2001) (do livro de Jô Soares)
    59. Orfeu (1999) (baseado na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)
    60. Orfeu Negro (1959) (obra-prima de Marcel Camus; versão da peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)
    61. Outras Estórias (1999) (da obra de João Guimarães Rosa)
    62. Para Viver um Grande Amor (1984) (Inspirado no célebre musical “Pobre Menina Rica” , de Vinícius de Moraes; com Patrícia Pillar e Djavan)
    63. Pastores da Noite (2003) (da obra de Jorge Amado)
    64. Perdoa-me por me Traíres (1980) (da peça de Nelson Rodrigues)
    65. Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1998) (da obra de Lima Barreto)
    66. Quanto Vale ou é Por Quilo? (2005) (livre adaptação do conto “Pai Contra Mãe”; de Machado de Assis)
    67. Quincas Borba (1986) (do livro de Machado de Assis)
    68. Sagarana – O Duelo (1973) (da obra de João Guimarães Rosa)
    69. São Bernardo (1971) (do livro de Graciliano Ramos)
    70. Sargento Getúlio (1983) (da obra de João Ubaldo Ribeiro)
    71. Senhora (1976) (do livro de José de Alencar)
    72. Sinhá Moça (1952) (baseado no romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes)
    73. Soledade (1976) (da obra “A Bagaceira”, de José Américo de Almeida)
    74. Sonhos Tropicais (2002) (baseado no romance de Moacyr Scliar)
    75. Tabu (1982) (encontro de Oswald de Andrade e o compositor Lamartine Babo)
    76. Tati (1973) (da obra “Tati, a garota”; de Aníbal Machado)
    77. Tenda dos Milagres (1977) (da obra de Jorge Amado)
    78. Tieta do Agreste (1996) (baseado na obra de Jorge Amado)
    79. Um Certo Capitão Rodrigo (1969) (da obra de Érico Veríssimo)
    80. Um Copo de Cólera (1998) (da obra de Raduan Nassar)
    81. Um Só Coração (2004) (Rede Globo) (homenagem à cidade de São Paulo. Drama envolvendo os modernistas brasileiros)
    82. Vestido de Noiva (2006) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)
    83. Viagem aos Seios de Duília (1964) (do conto homônimo de Aníbal Machado)
    84. Vidas Secas (1963) (do livro de Graciliano Ramos)



    terça-feira, 22 de outubro de 2013

    Affonso Romano de Sant'Anna e Marina Colasanti com Clarice Lispector

    Publicado em 07/10/2013
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    clarice2

    O casal Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti, que conviveu com Clarice Lispector do início dos anos 60 até a sua morte em 1977, está lançando o livro “Com Clarice”, com textos sobre a escritora. São crônicas e ensaios, alguns inéditos, que esboçam um retrato sensível sobre a escritora. A obra conta ainda com a transcrição (quase 50 páginas) do depoimento dado por Clarice ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, em 1976, do qual Affonso e Marina participam a pedido da escritora.
    Na primeira parte da obra, o casal relembra carinhosamente facetas do seu convívio com Clarice. As outras partes, “De Marina para Clarice” e “De Affonso para Clarice”, são compostas por diversas crônicas sobre a escritora escrita ao longo dos anos, além de três ensaios acadêmicos sobre temas centrais de sua obra, abordando livros como “A maçã no escuro”, “Laços de Família” e “A legião estrangeira”.
    Com Clarice
    • Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti
    • Editora Unesp
    • 256 páginas R$ 38

    100 anos do cronista Vinícius de Moraes

    Publicado em 19/10/2013
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    viniciusdemoraes

    Neste sábado se comemora o centenário do nascimento do escritor Vinícius de Moraes. Bastante famoso por sua atuação como músico e poeta, Vinícius também teve significativa produção de crônicas, gênero bastante afeito ao jornalismo, com o qual esteve bastante envolvido.
    Em 1941 Vinícius já era crítico cinematográfico em “A Manhã”, além de colaborador no seu “Suplemento Literário”.  Três anos depois se tornou o diretor do suplemento literário de “O Jornal”.  Em 1945, quando a publicação “Diretrizes” já era um jornal diário, Vinícius de Moraes passou a escrever para ela uma crônica por dia.
    No ano de 1951, aceitou convite de Samuel Weiner para ser cronista, também diário, do jornal “Última hora”, onde também colaborou como crítico de cinema. A convite de Joel Silveira, começou a publicar em 1953 crônicas diárias para o veículo “A Vanguarda”.
    Em 1962, pela Editora do Autor, de Rubem Braga e Fernando Sabino, lança “Para viver um grande amor”, livro de crônicas e poemas. Em 1964 colabora com crônicas semanais para a revista “Fatos e Fotos”, ao mesmo tempo em que assina crônicas sobre música popular no “Diário Carioca”.
    Também pela Editora do Autor, publica em 1966 o seu livro apenas de crônicas, “Para uma menina com uma flor”.
    Vinícius também usou o espaço da crônica para refletir sobre a produção do gênero. São ao menos dois os seus textos que se dispõem a refletir a atividade do cronista. Esses textos estão transcritos a seguir. Se o primeiro é mais leve e brincalhão, o segundo é bastante incisivo e propõe um modelo ideal para a crônica.
    O exercício da crônica – Vinícius de Moraes
    Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.
    Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são a sua marca registrada e constituem um tópico infalível nas conversas do alheio naquela noite. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, e constituem a maioria, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica com uma espécie de desespero, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros, as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente seguido de um bom cigarro, que tanto prazer dão depois que se come.
    Coloque-se porém o leitor, o ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica “não baixa”. O cronista levanta-se, senta-se, lava as mãos, levanta-se de novo, chega à janela, dá uma telefonada a um amigo, põe um disco na vitrola, relê crônicas passadas em busca de inspiração – e nada. Ele sabe que o tempo está correndo, que a sua página tem uma hora certa para fechar, que os linotipistas o estão esperando com impaciência, que o diretor do jornal está provavelmente coçando a cabeça e dizendo a seus auxiliares: “É… não há nada a fazer com Fulano…” Aí então é que, se ele é cronista mesmo, ele se pega pela gola e diz: “Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre esta cadeira que está aí em tua frente! E que ela seja bem-feita e divirta os leitores!” E o negócio sai de qualquer maneira.
    O ideal para um cronista é ter sempre uma os duas crônicas adiantadas. Mas eu conheço muito poucos que o façam. Alguns tentam, quando começam, no afã de dar uma boa impressão ao diretor e ao secretário do jornal. Mas se ele é um verdadeiro cronista, um cronista que se preza, ao fim de duas semanas estará gastando a metade do seu ordenado em mandar sua crônica de táxi – e a verdade é que, em sua inocente maldade, tem um certo prazer em imaginar o suspiro de alívio e a correria que ela causa, quando, tal uma filha desaparecida, chega de volta à casa paterna.

    O exercício da crônica – Vinícius de Moraes (outra)
    O cronista trabalha com um instrumento de grande divulgação, influência e prestígio, que é a palavra impressa. Um jornal, por menos que seja, é um veículo de idéias que são lidas, meditadas e observadas por uma determinada corrente de pensamento formada à sua volta.
    Um jornal é um pouco como um organismo humano. Se o editorial é o cérebro; os tópicos e notícias, as artérias e veias; as reportagens, os pulmões; o artigo de fundo, o fígado; e as seções, o aparelho digestivo – a crônica é o seu coração. A crônica é matéria tácita de leitura, que desafoga o leitor da tensão do jornal e lhe estimula um pouco a função do sonho e uma certa disponibilidade dentro de um cotidiano quase sempre “muito lido, muito visto, muito conhecido”, como diria o poeta Rimbaud.
    Daí a seriedade do oficio do cronista e a freqüência com que ele, sob a pressão de sua tirania diária, aplica-lhe balões de oxigênio. Os melhores cronistas do mundo, que foram os do século XVIII, na Inglaterra – os chamados essayists – praticaram o essay, isto de onde viria a sair a crônica moderna, com um zelo artesanal tão proficiente quanto o de um bom carpinteiro ou relojoeiro. Libertados da noção exclusivamente moral do primitivo essay, os oitocentistas ingleses deram à crônica suas primeiras lições de liberdade, casualidade e lirismo, sem perda do valor formal e da objetividade. Addison, Stecle, Goldsmith e sobretudo Hazlitt e Lamb – estes os dois maiores – fizeram da crônica, como um bom mestre carpinteiro o faria com uma cadeira, um objeto leve mas sólido, sentável por pessoas gordas ou magras.
    Do último, a crônica “O convalescente” serviria bem para ilustrar o estado de espírito maníaco – lírico – depressivo do cronista de hoje, inteiramente entregue ao egoísmo de sua doença e à constante consideração de sua pessoinha, isolado no seu mundo de cortinas corridas, a lamber complacentemente as próprias feridas diante de um espelho pessimista.
    Num mundo doente a lutar pela saúde, o cronista não se pode comprazer em ser também ele um doente; em cair na vaguidão dos neurastenizados pelo sofrimento fisico; na falta de segurança e objetividade dos enfraquecidos por excessos de cama e carência de exercícios. Sua obrigação é ser leve, nunca vago; íntimo, nunca intimista; claro e preciso, nunca pessimista. Sua crônica é um copo d’água em que todos bebem, e a água há que ser fresca, limpa, luminosa para a satisfação real dos que nela matam a sede.
    Num momento em que o grande mal de grande parte do mundo é o entreguismo, a timidez e a franca covardia, o exercício da crônica reticente, da crônica vaga, da crônica temperamental, da crônica ególatra, da crônica à clef, da crônica da cartola – é um crime tão grande quanto o de se vender, em época de epidemia, um antibiótico adulterado. A restauração da crônica, no espírito da dignidade com que a praticaram os essayists ingleses do século XVIII, deveria constituir matéria de funda meditação por parte de seus cultores no Brasil.

    A Repartição dos Pães – conto de Clarice Lispector

    A Repartição dos Pães – conto de Clarice Lispector

    Era sábado e estávamos convidados para o almoço de obrigação. Mas cada um de nós gostava demais de sábado para gastá-lo com quem não queríamos. Cada um fora alguma vez feliz e ficara com a marca do desejo. Eu, eu queria tudo. E nós ali presos, como se nosso trem tivesse descarrilado e fôssemos obrigados a pousar entre estranhos. Ninguém ali me queria, eu não queria a ninguém. Quanto a meu sábado – que fora da janela se balançava em acácias e sombras – eu preferia, a gastá-lo mal, fechá-la na mão dura, onde eu o amarfanhava como a um lenço. À espera do almoço, bebíamos sem prazer, à saúde do ressentimento: amanhã já seria domingo. Não é com você que eu quero, dizia nosso olhar sem umidade, e soprávamos devagar a fumaça do cigarro seco. A avareza de não repartir o sábado,ia pouco a pouco roendo e avançando como ferrugem, até que qualquer alegria seria um insulto à alegria maior.
    Só a dona da casa não parecia economizar o sábado para usá-lo numa quinta de noite. Ela, no entanto, cujo coração já conhecera outros sábados. Como pudera esquecer que se quer mais e mais? Não se impacientava sequer com o grupo heterogêneo, sonhador e resignado que na sua casa só esperava como pela hora do primeiro trem partir, qualquer trem – menos ficar naquela estação vazia, menos ter que refrear o cavalo que correria de coração batendo para outros, outros cavalos.
    Passamos afinal à sala para um almoço que não tinha a bênção da fome. E foi quando surpreendidos deparamos com a mesa. Não podia ser para nós…
    Era uma mesa para homens de boa-vontade. Quem seria o conviva realmente esperado e que não viera? Mas éramos nós mesmos. Então aquela mulher dava o melhor não importava a quem? E lavava contente os pés do primeiro estrangeiro. Constrangidos, olhávamos.
    A mesa fora coberta por uma solene abundância. Sobre a toalha branca amontoavam-se espigas de trigo. E maçãs vermelhas, enormes cenouras amarelas, redondos tomates de pele quase estalando, chuchus de um verde líquido, abacaxis malignos na sua selvageria, laranjas alaranjadas e calmas, maxixes eriçados como porcos-espinhos, pepinos que se fechavam duros sobre a própria carne aquosa, pimentões ocos e avermelhados que ardiam nos olhos – tudo emaranhado em barbas e barbas úmidas de milho, ruivas como junto de uma boca. E os bagos de uva. As mais roxas das uvas pretas e que mal podiam esperar pelo instante de serem esmagadas. E não lhes importava esmagadas por quem. Os tomates eram redondos para ninguém: para o ar, para o redondo ar. Sábado era de quem viesse. E a laranja adoçaria a língua de quem primeiro chegasse.
    Junto do prato de cada mal-convidado, a mulher que lavava pés de estranhos pusera – mesmo sem nos eleger, mesmo sem nos amar – um ramo de trigo ou um cacho de rabanetes ardentes ou uma talhada vermelha de melancia com seus alegres caroços. Tudo cortado pela acidez espanhola que se adivinhava nos limões verdes. Nas bilhas estava o leite, como se tivesse atravessado com as cabras o deserto dos penhascos. Vinho, quase negro de tão pisado, estremecia em vasilhas de barro. Tudo diante de nós. Tudo limpo do retorcido desejo humano. ‘Tudo como é, não como quiséramos. Só existindo, e todo. Assim como existe um campo. Assim como as montanhas. Assim como homens e mulheres, e não nós, os ávidos. Assim como um sábado. Assim como apenas existe. Existe.
    Em nome de nada, era hora de comer. Em nome de ninguém, era bom. Sem nenhum sonho. E nós pouco a pouco a par do dia, pouco a pouco anonimizados, crescendo, maiores, à altura da vida possível. Então, como fidalgos camponeses, aceitamos a mesa.
    Não havia holocausto: aquilo tudo queria tanto ser comido quanto nós queríamos comê-lo. Nada guardando para o dia seguinte, ali mesmo ofereci o que eu sentia àquilo que me fazia sentir. Era um viver que eu não pagara de antemão com o sofrimento da espera, fome que nasce quando a boca já está perto da comida. Porque agora estávamos com fome, fome inteira que abrigava o todo e as migalhas. Quem bebia vinho, com os olhos tornava conta do leite. Quem lento bebeu o leite, sentiu o vinho que o outro bebia. Lá fora Deus nas acácias. Que existiam. Comíamos. Como quem dá água ao cavalo. A carne trinchada foi distribuída. A cordialidade era rude e rural. Ninguém falou mal de ninguém porque ninguém falou bem de ninguém. Era reunião de colheita, e fez-se trégua. Comíamos. Como uma horda de seres vivos, cobríamos gradualmente a terra. Ocupados como quem lavra a existência, e planta, e colhe, e mata, e vive, e morre, e come. Comi com a honestidade de quem não engana o que come: comi aquela comida e não o seu nome. Nunca Deus foi tão tomado pelo que Ele é. A comida dizia rude, feliz, austera: come, come e reparte. Aquilo tudo me pertencia, aquela era a mesa de meu pai. Comi sem ternura, comi sem a paixão da piedade. E sem me oferecer à esperança. Comi sem saudade nenhuma. E eu bem valia aquela comida. Porque nem sempre posso ser a guarda de meu irmão, e não posso mais ser a minha guarda, ah não me quero mais. E não quero formar a vida porque a existência já existe. Existe como um chão onde nós todos avançamos. Sem uma palavra de amor. Sem uma palavra. Mas teu prazer entende o meu. Nós somos fortes e nós comemos.
    Pão é amor entre estranhos.

    Dica Cultural: Peça teatral "Simplesmente eu, Clarice Lispector"

    Simplesmente eu, Clarice Lispector 
    Média: 3.5 3.5

    Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
    Tempo de Duração: 60 minutos
    O Globo Indica: SIM

    Texto: Clarice Lispector
    Adaptação e direção: Beth Goulart
    Supervisão: Amir Haddad
    Elenco: Beth Goulart

    São Conrado
    Teatro Fashion MallAté 22 dez 2013
    sex e sáb 21:30 | dom 20:00
    R$ 60.00 (sex); R$ 70.00 (sáb e dom)

    Sinopse

    O monólogo conta a trajetória de Clarice Lispector  e procura colocar em cena o universo da escritora. Para isso, parte de depoimentos, entrevistas e correspondências, além de se utilizar de trechos dos livros "Perto do coração selvagem" e "Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres", e dos contos "Amor" e "Perdoando Deus".


    Prestes a completar 5 anos em cartaz, Beth Goulart fala sobre o sucesso da peça "Simplesmente eu, Clarice Lispector"
    Quando subir ao palco do Teatro Fashion Mall no próximo dia 19 de julho, a atriz Beth Goulart vai completar cinco anos de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Com mais de 700 mil espectadores na bagagem, o espetáculo, que ela define como híbrido, está a caminho dos sete dígitos: a temporada foi prorrogada até dezembro.

    — Dá tanto orgulho ver um filho como esse, que cresceu bem e bonito e ainda faz gols. É o meu olhar sobre Clarice. Para mim, interpretar é me igualar. Eu não me nego, eu me afirmo junto com ela — analisa Beth.

    Concebida pela atriz, a peça é resultado de um intenso trabalho de pesquisa em cima de textos e correspondências da escritora, que durou cerca de dois anos antes da estreia, em Brasília, em 2008.

    — Ela sempre foi a minha autora de cabeceira. Me alimentei de tudo que encontrei. A última entrevista que ela concedeu à TV Cultura, pouco antes de morrer, foi importante, o áudio de seu depoimento ao Museu da Imagem e do Som, também. Ali, pude perceber o tempo dela de pensar e se expressar, a voz — conta ela sobre sua composição.

    A experiência, descrita como transcendental por Beth, modificou para sempre a vida da atriz.

    — Clarice leva a gente a compreender melhor o outro, a ser solidário. Ela pode ser interpretada de várias formas. Devolvo no palco minha visão dela como mulher, mãe, criadora e leitora. É uma jornada de autoconhecimento. A experiência coletiva, com a plateia, leva a isso. Acho que vem daí o sucesso. Mexe com as pessoas — avalia ela.

    (por Guilherme Scarpa)


    barbara heliodora 
    o globo | 11:52h | 19.jun.2013 
    O requinte da simplicidade
    A obrade ClariceLispector tem sido motivo para vários espetáculos (quase todos monólogos), mas “Simplesmente eu. Clarice Lispector”, de Beth Goulart, em cartaz no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), encontrou um caminho que o distingue de seus antecessores: trabalhando tanto com a obra da escritora quanto com sua biografia e informações obtidas daqueles que de perto a conheceram, a atriz (agora também autora e diretora) criou um texto que — cenicamente, é claro — é dito pela própria Clarice, seja em sua própria pessoa, em entrevistas e cartas, seja como intérprete pessoal dos personagens que criou. 

    A fim de alcançar seu objetivo, Beth Goulart não só costurou com muita habilidade os depoimentos e as citações, compondo uma espéciede ampla revelaçãode vida e processo criativo, como trabalhou, com visagismo e figurinos, a figurada escritora, seu porte e seu gestual (elaborados por Márcia Rubin). Mais ainda, foi adotado o pessoal modo de falar de Clarice, justificando plenamente assim o título do espetáculo. 

    A seleção dos textos literários foi cuidadosa, toda ela pensada em termos desse objetivo de dar vida à imagem da escritora, com atenção para aqueles que melhor parecem ilustrar o que ela diz de sua obra quando fala em sua própria pessoa. Um trabalho exemplar. 

    O requinte da simplicidade
    A encenação tem o mérito de ilustrar o quanto seria requintado um “simplesmente” de Clarice Lispector. O cenário de Ronald Teixeira e Leobruno Gama — uma circular cortina de tiras brancas (com o brilho do plástico), um piso claro — abriga poucos elementos de mobiliário, todos com as linhas dos anos 1950 ou 60, e revive a época do grande florescimento da escritora. E, com o mesmo objetivo, os irretocáveis figurinos de Beth Filipecki, trocados e alterados com grande facilidade, evocam-lhe a discrição e a elegância.

    A luz de Maneco Quinderé é de primeiríssima qualidade, completando a cenografia com toda a variedade de luminosidade, sombra e clima que seriam necessários. Consta no programa que a direção de Beth Goulart teve a supervisão de Amir Haddad, porém este deve ter encontrado bem pouco para alterar em um projeto que em tudo e por tudo expressa a paixão e o trabalho da pesquisadora/autora/diretora/ atriz, que a cada trabalho vem mostrando maior aprimoramento, que rende atuações de primeira ordem.

    “Simplesmente eu. Clarice Lispector” é um espetáculo e uma atuação dos melhores que a cidade tem visto nos últimos tempos.