terça-feira, 8 de outubro de 2013

Texto do autor português José Luís Peixoto sobre os professores

Os professores, por José Luís Peixoto

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios - José Luís Peixoto
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios - José Luís Peixoto

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.
Artigo de José Luís Peixoto, publicado na revista Visão de 13 de Outubro de 2011

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CINE LETRAS EM RETROSPECTIVA

Cine Letras
 O projeto CINE LETRAS tem por intuito promover a discussão e debate sobre o enredo das obras cinematográficas, sobretudo adaptações fílmicas de obras literárias com o intuito de promover o letramento literário e das obras visuais. Sabe-se segundo Aumont (2008) que desde o surgimento da sétima arte, o cinema sempre usou dos argumentos literários para proceder à encenação e nota-se em nossa contemporaneidade que vivemos em uma sociedade imagética onde há uma crise da leitura.
Em entrevista para a Revista Cult do mês de outubro de 2012, o diretor Fernando Meireles comenta a disparidade do currículo escolar ao abordar o ensino de literatura sem uma educação de leitura para o texto visual. Pois a quantidade de horas de exposição às imagens cinematográficas/televisivas parece ser superior a quantidade de horas que os alunos lêem o texto impresso. Acadêmicos como Lefere (1992) e Secchin (1993) também advogam em favor do uso do cinema em sala de aula para promover debates e letramento literário. Enxerga-se o cinema não como o substituto do livro, mas sim como uma mídia motivadora para a leitura.
  Além de estímulo ao letramento literário, o cinema é para Benjamin ([1936] 1999 p.215) um sintoma de mudança de tradição, uma crise contemporânea e renovação da humanidade onde a pluralidade substitui a noção de originalidade, e as massas exigem para si aquele objeto que antes era exclusivo para um pequeno grupo de privilegiados.
Com base nesses estudos, a proposta do ‘Projeto Cinema Letras em Debate’ contempla a exibição de filmes que estão/estiveram fora do grande circuito de exibição e que se relacionam com as letras e artes.  Os alunos assistirão aos filmes sugeridos pelos professores, seguido de debate com professores ou monitores capacitados.
A proposta do debate seguido da exibição contempla a reflexão crítica sobre a leitura visual feita e também está de acordo com a lei 9610 de 19/02/1998 (lei dos direitos autorais). Pois no capítulo IV da lei, artigo 46 está expresso que a exibição de partes de filmes sem fins lucrativos com propósitos didáticos e para reflexão e debate não fere os direitos autorais. 
Cada exibição de filme e debate vale cinco horas de atividades complementares. 

Seguem abaixo algumas fotos do projeto:

























terça-feira, 1 de outubro de 2013

DIA 03 DE OUTUBRO: CINE LETRAS ÀS 17h

03/10/2013 - 17h - SALA A 301

VALE 05 HORAS DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Filme: 42 - A história de uma lenda 

Profª Ana Paula Cypriano
Monitor: Flávio Oliveira

Sinopse e detalhes


1946. Jackie Robinson (Chadwick Boseman) é um jogador de baseball que disputa a liga nacional dos negros até ser recrutado por Branch Rickey (Harrison Ford), o executivo de um time que disputa a maior competição do esporte nos Estados Unidos. Rickey quer que Robinson seja o primeiro negro a disputar a Major League na era moderna, o que faz com que ambos tenham que enfrentar o racismo existente não apenas da torcida e da diretoria, mas também dentro dos campos.


14/07/2013 - 

Crise de sensatez

FERREIRA GULLAR


É possível que o que vou dizer nesta crônica espante o leitor como espantou a mim, ao pensá-lo. É que nunca o pensara antes, nem supunha que tal pensamento me ocorresse um dia, a sério. Foi o seguinte: pensei que é melhor ser louco que sensato, como sou.
Refiro-me ao louco de fato, não estou usando de metáfora, como quando se diz "Fulano é loucão". Nada disso, falo do cara que ouve vozes e acredita que o porteiro do prédio sequestra meninas, mata-as, cozinha-as em grandes panelas que tem em sua casa e as come. Refiro-me ao sujeito que é pirado mesmo, necessitando de internações e remédios. Doido varrido.
Mas por que isso, por que achar que ser doido é melhor do que ser normal? Simplesmente porque o doido inventa a existência como lhe apraz, sem dar bola para o que nós outros chamamos de realidade.
Não é só isso, porém, ou melhor, isso não é o principal motivo de minha opção preferindo a loucura à normalidade. A razão mesmo é que a visão dita normal não explica a realidade, irredutível a ela.
Por exemplo, alguém é capaz de dizer por que existe o mundo em vez de nada? Ninguém sabe a resposta a essa pergunta. E outra: houve um tempo em que nada existia, antes de haver o universo? É impossível imaginar um tempo em que nada existia. Ou seja, a sensatez não explica a existência e muito menos a não existência.
Veja bem, essas perguntas são feitas por gente sensata, ou seja, quem as formula é quem pretende reduzir a existência do mundo a explicações objetivas e compreensíveis. Quem não quer entender, não faz perguntas. Isto é, só os sensatos as fazem; os loucos, não. Se fazem algumas perguntas, são outras, insensatas, e as respostas que encontram são mais loucas ainda.
Não consigo impedir que certas perguntas me perturbem. Por exemplo, o sistema solar mais próximo da Terra está a uma distância de 4,3 anos-luz, ou seja, a distância que a luz percorre à velocidade de 300 mil quilômetros por segundo. Como nenhuma nave pode viajar à velocidade da luz, porque se desintegraria, viraria luz, jamais algum habitante da Terra poderá chegar àquele sistema solar. Mesmo que viajasse a 300 mil quilômetros por hora, levaria séculos para chegar lá. O que dizer dos sóis que estão a 1 milhão ou 2 milhões de anos-luz? Ou seja, o universo existe apenas para ser contemplado por nós, de longe.
Mas é o de menos. Pensa só nisto: o nosso sistema solar, com todos os planetas que o constituem, e os satélites e tudo o mais, equivale a 2% da massa total do Sol, que é uma estrela de quinta grandeza; quer dizer, não é das maiores.
Só na Via Láctea, há bilhões de outros sóis e, no universo, há bilhões de galáxias infinitamente maiores que a Via Láctea, com bilhões e bilhões de sóis. Dá para entender isso? Pode alguém achar que a mente humana é capaz de explicar um troço como esse, que excede toda e qualquer possibilidade de abranger e compreender? Não resta dúvida de que o universo, por suas incomensuráveis dimensões, está para além da compreensão humana. Concorda comigo ou não? Claro que concorda. Se não concorda, o doido é você.
Mas, tudo bem, esqueça as galáxias e me explica a existência desta pequenina aranha que surgiu presa ao filtro de parede na minha cozinha. Ela é minúscula e sua teia tão tênue que nem sequer consigo vê-la. Só sei que a teia existe porque a aranha não poderia estar suspensa no ar sem nada em que se apoiasse.
A aranha não é igual à barata nem ao rato, já que, além do mais, são maiores que ela, têm outra forma e não produzem teia, que, quase invisível, é uma armadilha mortal para os insetos. Foi a aranha quem bolou essa armadilha, quem a inventou? Se não foi ela, quem foi então? Não me diga que foi Deus, porque essa é a resposta que facilmente explica tudo.
A verdade é que não dá para entender, a existência não tem explicação, e o que não tem explicação é absurdo. Absurdo para quem, sensato como eu, quer entendê-la.
Já o louco não busca explicações sensatas. Inventa alguma tão absurda quanto o próprio universo. Enfim, a existência é a existência, não precisa de lógica. E é, por isso mesmo, maravilhosa.
Ferreira Gullar
Ferreira Gullar é cronista, crítico de arte e poeta. Escreve aos domingos na versão impressa de "Ilustrada".

Dica literária e cultural: Filme O Tempo e o Vento - Baseado na obra de Érico Veríssimo - Direção de Jayme Monjardim


Adaptar para o cinema um livro do porte de “O Continente” não é tarefa fácil. A começar pela enorme variedade de personagens, já que a história acompanha as várias gerações de uma mesma família ao longo de 150 anos – neste aspecto lembra outro clássico da literatura latino-americana, “Cem Anos de Solidão”. Se para o livro esta riqueza de personagens traz um frescor constante, com a renovação de histórias e a sensação de continuidade na genealogia dos Terra-Cambará, para o filme ela é um problema. Não pelos personagens em si, mas pela sensação episódica existente ao longo de todo o filme. Quando se começa a acostumar com os personagens e a trama que os cerca, ela chega ao fim para que um novo núcleo seja formado. Com isso, O Tempo e o Vento transmite a sensação de ser uma grande minissérie unificada para o cinema, algo ampliado pelo excessivo uso dos fade in/out na edição do longa-metragem.

O Tempo e o Vento - Foto
O meio pelo qual o diretor Jayme Monjardim busca unificar todas estas histórias é através do amor entre Bibiana já idosa e o capitão Rodrigo, que a visita em meio à batalha final dos Terra-Cambará contra os Amaral. Fernanda Montenegro e Thiago Lacerda são o elo central do filme, responsáveis por um imenso flashback que inclui as histórias de Ana Terra (Cléo Pires), Pedro Terra (Rafael Tombini), coronel Ricardo Amaral (José de Abreu) e tantos outros personagens. Cada uma destas subtramas têm aspectos interessantes e boas atuações, mas acabam prejudicadas justamente pelo pouco tempo em cena.

Há ainda outro aspecto do livro que dificulta uma adaptação cinematográfica: a grandiosidade da história como um todo, que é um breve retrato da formação do povo gaúcho. Neste ponto, Monjardim saiu-se bem. O Tempo e o Vento conta com uma fotografia belíssima que ressalta as paisagens e a luminosidade do sul do país, dando ao filme um visual impressionante. A trilha sonora amplia o ar épico ao apostar em músicas instrumentais que até lembram a usada na minissérie O Tempo e o Vento, exibida pela Rede Globo nos anos 1980. Há também um nítido cuidado na construção da cidade cenográfica de Santa Fé, onde boa parte da trama se desenvolve, permitindo que o espectador perceba onde e como foram gastos os R$ 13 milhões investidos no orçamento.

O Tempo e o Vento - FotoPor mais que O Tempo e o Vento seja inconstante, muito devido à esta característica episódica, trata-se de um filme bem feito e com atuações que justificam a ida ao cinema. A principal delas é de Fernanda Montenegro, que transmite uma ternura impressionante para o seu amado capitão Rodrigo. Thiago Lacerda é outro que se sai bem, com um sorriso estampado no rosto no melhor estilo Tarcísio Meira que combina perfeitamente com o perfil radiante e um tanto quanto despojado do capitão. Entre os personagens de menor destaque, merece ressalva o trabalho de

Luiz Carlos Vasconcelos como Maneco Terra pelo ar de dignidade que confere ao personagem. Bom filme.




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

APRESENTAÇÃO  DO TRABALHO DE DISCURSO MULTIMODAL

Autora: Professora Ms. Ana Paula Cypriano e os anos do sexto período de língua inglesa do segundo semestre de 2012.

"O mundo da comunicação e informação vem sofrendo contínuas mudanças com o advento da internet que propaga e disponibiliza discursos marcadamente multimodais. Por conseguinte, esse tipo de discurso permeia cada vez mais o cotidiano do século XXI. E, muitas vezes, partimos do pressuposto que o significado do discurso multimodal é construído da mesma forma que o do discurso monomodal; isto é, que ao entendermos a forma/a estrutura da linguagem escrita ou oral entenderemos seu significado. Todavia, é necessário compreendermos que o texto deixa de ter dupla articulação e passa a ter múltiplas articulações (Kress and Van Leeuwen, 2010). Para compreendermos essa multiplicidade de articulações, todo e qualquer recurso semiótico disponível no texto deve ser usado para a construção de significado, caso contrário, o significado construído poderá ser  equivocado. De acordo com Rojo (2009),  a leitura do texto verbal escrito não é mais suficiente, faz-se necessário entender sua relação com o conjunto de signos de outras modalidades da linguagem (cor, fala, escrita, imagem estática, imagem em movimento, etc) que o cercam,e, o impregnam. Vale ainda ressaltar que o significado não é construído simplesmente pelo somatório do significado individual dos signos, mas há que se considerar o contexto sócio-histórico-cultural do discurso em questão. 
Considerando a construção do significado no discurso multimodal, alunos da disciplina de Prática Discursiva em Língua Inglesa, do 6° período  de Letras (Português - Inglês) elaboraram, em junho de 2013, os discursos multimoldais a seguir para abordarem questões relativas aos direitos humanos."

Para acessar o trabalho dos alunoc, clique no link abaixo:
https://docs.google.com/presentation/d/1lnVJV7MW5YOrl5ZsaAOD9r8LD_h01CKAhy55L6WDRzw/edit?usp=sharing

sexta-feira, 3 de maio de 2013

PROGRAMAÇÃO DA XXII SEMANA DE LETRAS (2013)

ENCONTRA-SE NA PÁGINA ACIMA A PROGRAMAÇÃO DA XXII SEMANA DE LETRAS
JUSTIFICATIVA
A declaração Universal dos Direitos Humanos, que data de 1948, no seu preâmbulo, considera que “o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo [...]”. A partir dos fundamentos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a XXII Semana de Letras das Faculdades Integradas Campo-Grandenses apresenta o tema O PAPEL DA LÍNGUA E DA LITERATURA NA FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO: UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS, por reconhecer a importância da formação de professores e professoras que tenham a consciência de que o ensino de língua e de literatura não pode se limitar a um currículo conteudista, de tradição gramatical.
É papel da escola e dos profissionais que formam o seu corpo lutar para a que os Artigos da Declaração sejam assegurados a todos, sem exceção, porque só é possível construir uma sociedade mais justa, quando  a consciência da igualdade e do respeito ao outro faça parte da de uma educação para os direitos humanos.
            Há vinte e um anos, a Semana de Letras é a marca do curso de Letras das Faculdades Integradas Campo-Grandenses. Ao longo dessas duas décadas, o evento tem procurado valorizar a importância da pesquisa nesse curso, dando ênfase tanto às pesquisas concluídas dos seus corpos docente e discente, quanto aos estudos ainda em andamento dos docentes e dos alunos da Graduação e da Pós-Graduação. Em 2013, o evento congregará pesquisadores de línguas e literaturas e instituições diversas interessadas em Educação em Direitos Humanos; para isso, incluir-se-ão, na sua programação, palestras, minicursos, oficinas, apresentação de pôster, mostra cultural e comunicações.